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31/10/2009 by Ebrael Shaddai
Seu nome era Pedro. Pedro Boaventura. O sobrenome (*) pressupõe felicidade, fortuna. Mas Pedro não era feliz. Pedro tinha, e sabia disso, características que poderiam fazer qualquer homem feliz e bem-sucedido: era carismático, razoavelmente charmoso, inteligente. Mas nada dava certo para ele. Pelo menos, era isso que ele achava.

Pedro nascera em uma pequena cidade do extremo oeste de Santa Catarina, chamada Palma Sola. Como toda aquela região, Palma Sola era eminentemente agrícola. Seus pais eram lavradores pobres, como a grande maioria na região o era. Eram os idos de junho de 1978, quando ele veio ao mundo. Uma chuva de granizos havia devastado a minúscula roça de milho, no começo do inverno daquele ano. Sua mãe, Maria Bernadete, havia dias que estava debilitada pela subnutrição, jazia na cama, aparentemente sem forças para parir. Ele nasceu abaixo do peso, naturalmente, de parto prematuro, depois que seu pai, Marco Luigi, um rude e ignorante lavrador, batera nela por não ter lhe feito a janta, pois não conseguia mais cortar a lenha para o fogão.

Passaram-se dois meses até que conseguissem batizar o menino na capela do povoado onde tinham roça. As dívidas acossavam a família, e só conseguiram pagar as custas do batizado à base de doações de vizinhos. Até aquele momento, não haviam decidido qual seria seu nome. Num momento de descontrole e desespero, Marco resmungou perante o padre, na hora da unção:

 - Que Deus tenha misericórdia desse pobre diabinho, pois se um dia não tiver o que dar de comer ao pestinha, eu, ele e a mãe vamos ter que comer, nem que seja, sopa de "pedra"!!

Maria, sua mãe, num lampejo, achando se tratar de um sinal divino, bradou:

 - Já sei! Ele há de se chamar Pedro. Nem que eu tenha que engolir pedra, ele não há de passar fome.

Parece que as bênçãos da mãe foram providenciais!! A roça deu conta de prover o mínimo para o sustento de Pedro. Pedro cresceu, ainda assim, um menino franzino. Riam-se dele, porque não queria ser lavrador, mas sim doutor. Diziam que ele não tinha nem sandálias de couro cru, como poderia pensar em calçar alparcatas?? Queria ser advogado, pois queria pôr na cadeia os homens que, a exemplo de seu pai, espancavam suas mulheres-escravas. E agora, depois de crescido, ainda apanhava de seu pai, todas as vezes que dizia querer ir pra escola, e não ir para a roça, às 5 horas da manhã.

Tudo corria normalmente na vida de Pedro, até aquele momento. Até mesmo as surras de relho de cavalo, quase que diárias, eram usuais para um garoto de 11 anos do interior de Santa Catarina.

Um dia, ele quis comprar uma pipa, na quermesse da festa de São João, no mês de seu aniversário. Pedir apara o seu pai dar-lhe dinheiro pra comprar, ou fazer para dar-lhe de presente, estava fora de cogitação. Era possível que ele ficasse tão "leve" por causa de uma sova, que o vento poderia levá-lo como a uma pipa. O vigário da paróquia da cidade precisava que alguém engraxasse seus sapatos para a solenidade de São João. Pedro aprendeu em dois tempos como fazer o serviço. Ganhou alguns tostões, suficientes para comprar a pipa. Chegando à quermesse, onde estava o pipeiro?? As pipas tinham sido todas vendidas, e se foi o pipeiro!! - lhe disseram. E ainda por cima, seu pai o flagrou com o dinheiro na mão, no meio da multidão, e ele foi levando com a cinta no lombo até o casebre onde moravam. Depois de soluçar de dor durante horas, o menino falou algo que, ao invés de melhorar sua vida, o trouxe à realidade de um inferno que não existia ainda dentro dele:

 - Diabos!! Nada dá certo nessa minha vida!! Poxa, que merda de vida!!

Pedro cresceu sem namoradas. Só estudava. Estudava e apanhava. Por pouco não morrera de uma surra que levou de seu pai, com socos no peito e nas costas. Tinha vergonha das meninas, porque sabia que não poderia levá-las em casa, pela animalidade de seu pai. Pedro começara a ter fantasias sexuais um pouco estranhas. Quando se masturbava, tarde da noite, o fazia pensando em mulheres grandes e altas, que pudessem bater no seu pai. Por isso, Pedro tinha poucos amigos, e pouco saía além da roça de milho, a soltar pipa e subir em árvores. Somente nessas ocasiões poderia, sem recriminações, sonhar livremente.

Na escola, ia bem nos estudos rudimentares. Apesar disso, as meninas da cidade, justamente as mais lindas, troçavam por ele ir com uma sandália remendada com pregos. Todos na cidade o conheciam por apagar os erros, no caderno fino, com os dedos. Um dia, fez uma borracha artesanal com elásticos de látex, usados em hospitais da região, trazidos por um médico. Foi a piada do mês. As meninas, algumas pelo menos, se riam dele por ele ser o "caxias" que não lhes dava bola. Ele era um garoto bonito. Os rapazes sabiam disso, e lhes faziam côro. Ainda assim, querendo abandonar a escola, por traumas como esses, e por nunca conseguir amarrar a sandália adequadamente, que já se desfazia com os anos e não lhe servia mais, continuou até certo tempo. Um belo dia, deixou a escola, e foi ajudar seu pai na roça, e apanhava ao anoitecer, sempre que tentava ajudar seu pai, torto de bêbado, a chegar em casa vivo. Nunca mais conseguiu vaga novamente para estudar nas escolas da cidade.

Já tinha 21 anos, quando a única coisa certa, sem conflitos, que vivera em sua vida, o amor pela sua mãe, fora afrontada de forma fatal. Nessa época, Pedro trabalhava em uma sapataria da cidade, na sapataria de seu Valdivino, , como aprendiz. Seu Valdivino era homem bom, mas deveras muquirana. No entanto, Pedro era grato pela oportunidade. Ao chegar em casa à noite, encontra seu pai com a cara na mesa, dormindo e roncando, como um porco cachaceiro que era. Perguntou-lhe, despertando-o, pela mãe. Era estranho que, às oito horas da noite, sua mãe não estivesse com a barriga encostada no fogão à lenha, cozinhando feijão. Chorando e já sentindo o aroma fatal de sangue, vai ao quarto. Torcia para que sua mãe, já com 42 anos, estivesse apenas desmaiada. Mas desmaiada estava, definitivamente. Tinha o crânio afundado por um martelo caseiro, que estava a dois metros dela, encima da cama. Em vão, tomara-lhe a pulsação. Teve vontade de cravar o cutelo, pendurado na parede da cozinha, no pescoço de Marco. Mas, ouviu sua mãe dizendo que "amaldiçoado o filho que levanta a mão contra seu pai." Chamou a polícia, que levou seu pai para a cadeia da cidade. Lá, o pai, envelhecido mais de 10 anos ao saber o que tinha feito, se enforcou com sua cinta, com a complacência dos policiais, então.

Pedro saiu da cidade. Fugiu daquela casa, como o diabo foge da cruz, ele, o diabinho que comeria pedra, e que estava comendo agora o pão que o diabo-pai havia lhe amassado. Mas antes, encarregou-se de por fogo em toda a casa, salvando apenas a foto de seu batizado, onde estava sua mãe. A metade contendo seu pai, ele a recortou e queimou. Pediu suas contas na sapataria, na qual estava desde os 14 anos, sem ser efetivado, e foi-se embora, sem rumo, à base de caronas nos caminhões de carga de hortaliças que saíam da cidade.

Por que nada estava certo em sua vida?? Por que a vida havia lhe tomado a pessoa para quem queria fazer tudo certo?? A mãe era a única referência de carinho que tinha. Por não ter tido coragem de expulsar seu pai de casa e defender sua mãe, achava que não teria coragem de mais nada. A mulher-salvadora-gigante, das noites de suas masturbações, não havia chegado para salvar os dois. Não acreditava que alguma coisa voltasse a fazer sentido.

Dois meses depois de ter saído com uma mala, contendo meia-dúzia de peças de roupa e seus documentos, Pedro havia perambulado por diversas cidades, afogando as mágoas em cachaça, já que ainda era virgem. Não sentia-se disposto a conquistar mulheres. Não que achasse que fosse gay. Mas, já que a mulher que sonhava encontrar na fantasia de guri, tão doentiamente, a quem chamou Joelma, não havia lhe aparecido, se desiludiu com as mulheres. Estava, a essa altura em Mafra, no planalto Norte catarinense.




Seu dinheiro havia, enfim, acabado. Tomou uma última bebida, num só gole ávido, agoniado que estava. Era uma dose generosa de licor de absinto, vendido clandestinamente numa bodega. Começou a delirar, triste que estava e pelo teor tóxico da bebida, sentado ao meio-fio, perto da estação rodoviária. Vê, num lampejo, um homem se aproximar dele e sentar ao seu lado. O homem lembrava a descrição de alguém que sua mãe jurava, de pés juntos, ter visto quando criança, encostado no carro-de-boi de seu avô materno. Um homem de barbas ralas e olhos negros, vestes surradas. Mais parecia um mendigo, mas sua mãe dizia ser Jesus.

O homem lhe pergunta:

 - O que fazes aqui, à beira do caminho?? O que procuras??

 - Procuro um carro do hospício. Não sabe de um que passe por aqui?? - respondeu Pedro, sarcasticamente.

 - Não, não sei. Mas por que achas que precisas de um??

 - Por que achas que estou aqui?? Te respondo: porque nada, absolutamente nada em minha vida, foi como eu sonhei. Nunca consegui terminar nada nessa vida. E tudo que conseguia começar se desfazia com tantas pedras no meu caminho. Não sei porque minha mãe (que Deus a tenha!!) foi me dar esse nome.

Fez uma pausa, retirou o excesso de saliva do canto da boca, cheirando à cachaça velha, e continuou:

 - Nunca sonhei em ser sapateiro. Nunca quis ver minha mãe apanhar e morrer com  o crânio arrebentado. Nunca sonhei em ser incomodado por um mendigo a 500 km de onde eu nasci. Nunca sonhei estar aqui. Você acha que isso não deixaria alguém "fora da casinha"??

O "mendigo" pensou bem no que ia falar. Enfim, disse-lhe:

 - Quanto mais fugimos da cruz, mas os pregos surgem em nossas mãos. Para merecer o paraíso, não é necessário conhecer o inferno. O inferno existe desde que o paraíso surgiu.

E concluiu:

 - Não sou Jesus, não, antes que eu me esqueça de falar!! E uma última coisa: você está parado, aqui, à beira do camnho. Para que as coisas dêem certo na vida, apesar das paradas constantes, é preciso estar a caminho!!

 - Você também é louco!! Só pode ser - resmungou Pedro.

Quando levantou novamente a cabeça, parece que o mendigo ficou mais baixo, e lhe disse:

 - Quem é maluco aqui é você, rapaz!!

Um ônibus queria deixar a rodoviária, e Pedro estava deitado na saída dos veículos. Meio lesado ainda, com fome, Pedro foi arrastando sua mala pelo caminho que leva a Joinville, repetindo por muitas horas, como um lunático:

 - O importante é estar a caminho... o importante é estar a caminho...

Depois disso, Pedro nunca mais fora visto, apesar das especulações, de algumas testemunhas e do motorista que poderia ter passado com um ônibus sobre ele, de que estivesse perambulando atrás de comida pela região, como um andarilho, arrastando sua mala. O caso do andarilho Pedro, misterioso e lunático,logo correu as cidades do Palnalto Norte. Tempos depois, mais ou menos um mês após o episódio da rodoviária, seu corpo foi encontrado por um motorista de caminhão que havia encostdo seu veículo no acostamento de um estrada vicinal em Três Barras, próxima de Mafra, para urinar. Seu cadáver já estava em decomposição acelerada, carcomido de vermes. Fora identificado por seus documentos, constantes de sua mala e por exame de arcada dentária.

Os moradores de Palma Sola ficaram sabendo da trágica ocorrência envolvendo Pedro, a terceira morte de uma mesma família em menos de 6 meses. Numa missa, oferecida por seu antigo patrão a seus pais, seu Valdivino avistou uma pessoa familiar ao lado do altar, na hora da consagração da Hóstia Era Pedro, maltrapilho, com a face cadavérica e cabelos desgrenhados. Logo, notou a presença de seu Marco, pai de Pedro, ao lado desse, caído, com o pescoço arroxeado.

Pedro pediu, encarecidamente:

 - Rezem por minha mãe, que ainda sofre pelo cão sarnento que a matou, pois que por ele já há quem o vele. Os homens que dele cuidam não desejam orações nem sinais-da-cruz.

Num súbito lampejo, percebeu que Marco não se enforcou sem ajuda. Pedro mostrou aos olhos perplexos de seu Valdivino o que acontecera. A cinta que Marco usou pra se enforcar era sua, mas estava sendo usada por engano por Pedro naquele dia. Pedro apareceu na delegacia para pronunciar as últimas pragas contra Marco. Num gesto de ira santa, Pedro esticou a cinta de seu pai, que ele usava, para dar a surra que nunca teve coragem de lhe aplicar. Num arrombo de remorso, Marco pediu para morrer e pegou, sem  que Pedro resistisse, a cinta da mão de seu filho, a quem costumava apelidar de diabo. Amarrou a cinta na grade da janela, alta que era e, sem que Pedro quisesse evitar e ainda com um olhar frio,  se dependurou para a morte, sendo seu próprio juiz, seu carrasco e o condenado. Em segundos, o corpo do pai de Pedro pendia, sem vida, na parede da prisão. Quando deu por si, Pedro saiu do corredor das celas, duas apenas, e deixou a chave da cela com Sílvio, sobrinho de sua mãe, o qual jurara que nunca havia  visto Pedro na delegacia. Pedro saiu pelos fundos da delegacia, pulou o muro de trás e desapareceu pelo mato, em direção à sua casa, para destruir de vez o templo do terror onde vivera sua vida, e morrera um pouco de si, ao ver a mãe ensanguentada no soalho da casa.

Hoje, reza a tradição da geração passada, que mulheres da região oeste de Santa Catarina ainda chamam Pedro quando estão sendo espancadas por seus maridos para lhes salvar. Agora, Pedro Boaventura é invocado como Pedro da Cinta. Dizem vê-lo nas noites de São Joaão, a estalar sua cinta marrom, atrás de homens cruéis para castigar, pois como ouvira um dia Pedro, ...

O importante é estar a caminho!!



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(*) Boaventura - sobrenome fictício.

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Créditos: Ebrael Shaddai

"Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência."

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30/10/2009 by Joicinha




Pequenas atitudes diárias e mudanças de hábito podem contribuir com a proteção do meio ambiente. Todos podemos fazer nossa parte. 


Veja como:
  • Todos sabemos (mas às vezes esquecemos) que podemos economizar água de maneiras simples, como não deixando a torneira ligada ao fazer a barba, lavar o rosto ou escovar os dentes.
  • Reutilize a água usada na lavagem de roupas para a limpeza de calçadas, de quintais ou mesmo para lavar seu carro.
  • Usar um barbeador elétrico ou lâmina de barbear com lâminas substituíveis, em vez de descartáveis, ajuda muito na redução de resíduos.
  • Use toalhas para secar o seu rosto e mãos ao invés de lenços de papel descartáveis. Além disso, pendure suas toalhas para secar, para que possam ser reutilizadas várias vezes.
  • Prefira fraldas de pano em lugar das descartáveis, que ficam anos acumuladas em lixões.
  • Compre bebidas em garrafas reutilizáveis (de vidro ou alumínio), ao invés de porções únicas em embalagens descartáveis.
  • Ao embrulhar o seu lanche, opte por embalagens reutilizáveis para armazenamento dos alimentos, em lugar de folhas de alumínio ou saquinhos de plástico.
  • Ao sair de casa, não se esqueça de desligar todas as luzes e aparelhos eletrônicos; desligue também carregadores, pois estes continuam a consumir mesmo se não estiverem mais carregando. Poupar energia ajuda a reduzir a poluição do ar.
  • Ao comprar aparelhos eletrodomésticos, verifique nas especificações técnicas se são eficientes no consumo de energia.
  • Não vá a lugar nenhum sem a sua sacola de pano, de modo que você possa simplesmente dizer "não" ao plástico sempre que for fazer compras.
  • Por mais radical que pareça, a forma mais fácil de reduzir suas emissões de carbono é minimizar o uso de automóveis. Ao invés de dirigir, tente andar de bicicleta, caminhar, pegar carona, usar transportes públicos etc.
  • Se você não tem outra opção senão dirigir para o trabalho, procure por carros de maior eficiência de combustível e mantenha os pneus regulados na pressão correta para reduzir o consumo do seu carro.
  • Agora, se você está entre a maioria dos motoristas que passam horas presos no trânsito, considere desligar o motor se for ficar parado por um período longo.
  • Para os apressadinhos, lembre-se que dirigir agressivamente aumenta o consumo de combustível e as emissões de gases de efeito estufa. Por isso, se você quiser contribuir com o meio ambiente, acelere gradualmente e tente manter uma velocidade constante.
  • Você tem o hábito de beber café? Usar uma caneca lavável é uma alternativa ecológica aos copos plásticos ou de isopor não-biodegradáveis.
  • Deixe um copo de vidro e uma garrafa reutilizável no local de trabalho para diminuir a quantidade de copos plásticos ou de garrafinhas de água. 80% de garrafas de plástico são recicláveis, mas apenas 20% são efetivamente recicladas.
  • Quando precisar de folhas para rascunho, use o verso daqueles documentos antigos que você não precisará mais.
  • Se não existir um sistema de reciclagem no escritório, inicie um! Reciclagem de lixo contribui efetivamente para a redução de emissões de carbono. E estima-se que 75% do que é jogado no lixo pode ser reciclado, embora atualmente a reciclagem seja de apenas 25%.
  • Quando for imprimir, imprima frente e verso.
  • A maioria dos acessórios de computadores como cartuchos de tinta, CDs e DVDs são feitos de materiais que poderiam ser reutilizados. Os cabos e alto-falantes são bastante padronizados, o que significa que eles podem ser reutilizados em vários modelos de computadores.
  • Reduza as emissões de carbono do seu escritório, configurando computadores, monitores, impressoras, copiadoras, alto-falantes e outros equipamentos no seu modo econômico e desligando-os ao final do dia.
  • Desligue todas as luzes desnecessárias, especialmente nos escritórios e salas de conferência, banheiros e áreas que não estão sendo utilizadas.
  • Se você está em busca de algo para personalizar o seu escritório, escolha plantas de interior. Essas plantas são boas para o ambiente, pois removem poluentes presentes no ar.
  • Nos dias de calor, experimente abrir as janelas e usar roupas leves ao invés de ligar o ar-condicionado.
  • Não coloque lâmpadas ou televisores perto do seu ar-condicionado, uma vez que este irá identificar o calor proveniente desses aparelhos e, por isso, trabalhará mais tempo que necessário.
  • Quando cozinhar, faça com que o tamanho da panela corresponda ao tamanho da boca do fogão, assim reduzirá o gasto energético.
  • Doe o que não quiser ou não precisar mais, ao invés de jogar fora.
  • Recicle, Reduza e Reutilize. 
  • E plante uma árvore!
28/10/2009 by Ebrael Shaddai
Há amigos meus, no diHiTT e fora dele, que me fazem elogios por minha forma de escrever. Me perguntou uma amiga, por esse dias, comentando as Memórias, como eu conseguia escrever do jeito que escrevo, qual seria o segredo por detrás da escrita enfática e emotiva que desenvolvo. Responderia, agora, de uma só vez: é tudo por culpa de Fenando Mendes Campos!! Ele é o escritor de crônicas que mais impressionou meu filme da mente.

Eles escrevia com a alma sim, sem os dedos. Bastava que seus olhos da mente focalizassem uma lembrança sua, ou qualquer idéia distante, fosse qual fosse, e o papel pegava fogo. Ele me encantava e me apaixonava, e muito mais agora, pelo jeito meio indefinido de pesar o que ele compunha. Conseguia impor uma tal dramaticidade mista de humor e poesia, e isso deixava tudo mais leve. Foi aí que eu comecei a entender o que minhas professoras de Português diziam ser a tal Prosa Poética, a alquimia última de um grande escritor, pelo menos na minha percepção.

Vou reproduzir aqui uma de suas crônicas, a que eu mais amo, absolutamente poética, filosófica e vital:



Folclore de Deus


Para Deus, tudo dos homens é o mesmo folclore: o cego Deraldo e Goethe, o inventor da roda e Einstein, Vitalino, de Caruaru, e Rodin, a Saudade de Ouro Preto e a Heróica; Lampião e Napoleão são rimas aos ouvidos de Deus.

O sabugo de milho vira foguete nas mãos do menino, mas o foguete vira sabugo nas mãos transespaciais de Deus.

Para Deus, tudo dos homens é a mesma simplicidade: 

Paulo corre atrás da bola; Eva Curie viu a ave; vovô Freud viu o ovo. 
Deus acha graça em todos os elementos.


Há doenças dispendiosas que se tratam anos a fio em hospitais suntuosos; há homens fortes que (só) carregam nos estádios o secreto câncer de viver; mas para Deus todas as doenças são dores de cabeça.

Para Deus, todos os homens são pobres: mendigos das esquinas de Wall Street, indigentes dos cartéis de aço, flagelados dos subterrâneos petrolíferos; mas Deus prefere os pobres sinceros, e os faz invisíveis.

Deus é o único hipnotizador: crescei e multiplicai-vos. 

E os homens inventam passagens sobre e sob o rio, semânticas, paixões assassinas; de mãos cruzadas o olhos estarrecidos, a gente acorda.

Deus é a moeda clandestina em um país estrangeiro: pobres de nós se confundimos a sua efígie de ouro de lei com o perfil niquelado de César.

Para Deus, todos nós somos loucos metidos em camisas de onze varas: sobre os ombros do paciente ele corteja os graus da certeza neurótica do analista.

O que seguras em tua mão é aquilo que te prende; o que possuis é aquilo que te priva; mas Deus diz: bebe a água sem bebê-la; anda por toda a parte sem ir a parte alguma.

Na semente, Deus é a árvore; na árvore, Deus é a semente.

Onde a palavra começa, a palavra acaba, e aí está Deus.

Para Deus, todos os homens levam nos bolsos objetos escondidos: selos antigos, uma esfera de aço, um anzol enferrujado, um canivete sem folha; por isso é preciso, de pena de nós mesmos, fazer força para não chorar. 

Pois todo menino enterra seu tesouro.

Deus é a luz, e assim a energia é a matéria multiplicada pelo quadrado da velocidade de Deus.

Deus dá nozes a quem tem dentes: ao funâmbulo estende as cordas; o sofrimento, Deus dá a quem tem alma; a alegria, essa Deus a reservou a quem não tem nada.

Deus é o grande madrugador: ele estava de pé entre folhagens portentosas na aurora do mundo; e ele andava em ti enquanto dormias.

Mas Deus é também o grande boêmio: ele passou por tua noite quando bebias teu penúltimo copo de vinho; talvez não o viste, mas todos os teus sentidos se alertaram, e bebeste um gole inquieto e enxugaste o teus lábios com o dorso da mão e sentiste saudade de tua casa.

Deus é a chave de ouro do poema; mas as outras 13 chaves pendem de teu chaveiro; e os metais de tuas chaves abrem aposentos de frustração, onde não te encontras.

Deus é o guardião, a zaga, o meio apoiador, o ponta-de-lança e o entendimento misterioso entre as linhas; o ferrolho não prevalecerá contra ele; por isso as multidões vibram com seu virtuosismo.

Para ele, o homem primitivo será o último homem, e o primeiro homem foi o único sábio. 

Sendo o centro do círculo, todos os pontos que formam o tempo são eqüidistantes de Deus.


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27/10/2009 by Joicinha

Refletindo sobre a tensão dinâmica existente entre a saúde e os sintomas de adoecimento, que podem aparecer tanto no corpo – também chamado de soma – quanto na psique e todo seu entorno profissional, familiar, social, emocional e espiritual, percebe-se a existência de oito palavras iniciadas com “s” exercendo influencia significativa na qualidade de vida de todo ser humano. Essas palavras não têm ordem de prioridade e, na realidade, são implicativas entre si e no todo, são elas: sono; sexo; sabor; serenidade; sinceridade; sentido; significado; e sacralidade; todas muito importantes na manutenção harmoniosa da saúde biopsicosocial e espiritual dos seres humanos.





Antes de comentar cada uma dessas oito palavras, ampliarei sobre a dualidade conceitual e dinâmica entre a saúde e os sintomas de adoecimento. Saúde tem haver com o conceito de cura ou inteireza e integridade, condição em que o indivíduo atingiu sua melhor consistência e consciência sobre si mesmo e da importância das oito palavras iniciadas com “s”, com isso, abundância, prosperidade, riqueza, afluência e felicidade, se tornarão sentimentos presentes ao longo da vida. Opostamente, sintoma, conceito que representa a idéia de coisas que caíram possibilitando a retomada de consciência, – do grego é a junção de sýn + ptôsis = coisas em queda – aponta para a falta de cuidado e atenção para uma ou mais dessas palavras iniciadas com “s”, abaixo comentadas:

·     Sono é necessário para o equilíbrio biológico e psicológico, mas precisa acontecer de maneira consciente e respeitosa. Um indivíduo que carrega sentimentos de medo, culpa, raiva, ódio ou arrependimento não conseguirá desfrutar totalmente dos benefícios do sono e ficará suscetível a todo tipo de sintomas de adoecimento. Ou seja, quem não tiver uma vida vígil íntegra e ética, mesmo sem ter insônia ou tomando soníferos para dormir não terá um sono revigorante e biopsiquicamente pleno.

·       Sexo é o encontro prazeroso e harmonioso da união com o contra ponto sexual intrapsíquico presente em todo ser humano, que geralmente é projetado nas relações extrapsíquicas. As relações sexuais deveriam ser comemorações conscientes e festivas da convivência amorosa, equivalente à integração consciente da anima ou do animus, proposta pelo psicanalista C. G. Jung. Com isso, as projeções cessarão e as relações humanas poderão ser mais reais e menos idealizadas.

· Sabor é a capacidade para a experimentação consciente de toda diversidade que vai sendo manifestada ao longo da existência humana. Quem saboreia os vários aspectos da vida amplia a consciência do presente e a percepção de que passado e futuro são ilusões que podem tirar o brilho do aqui e agora. Porque diversão e entretenimento é a capacidade de estar entre o diverso, sem medo e sem pré-juízos.

· Serenidade é a capacidade de apreciar a vida de forma calma e tranqüila, interferindo, aceitando e distinguindo entre o que pode ser mudado do que não pode. Porém, para isso é necessário o respeito – em latim, respicere, que significa ao mesmo tempo: "olhar para, se olhar e se deixar olhado" – que é a capacidade de se aceitar e aceitar a singularidade humana. De ver e se deixar ser visto por inteiro.

·      Sinceridade, palavra que vem do latim “sem cera”. Na Grécia antiga as colunas de mármore, para ficarem belas, eram completadas com cera e pó de mármore, escondendo toda imperfeição. As belas colunas com cera enganavam os arquitetos, muitas vezes não suportando o peso que lhes fora destinado. A partir daí os construtores solicitavam colunas sinceras – sine cera. Abrir mão da cera, do verniz das aparências ou da persona significa poder encarar a sombra, ou seja, os aspectos indesejados e mal resolvidos de nós mesmos.

·      Sentido é a meta existencial. É impossível que nossa condição única, criativa e complexa seja destinada apenas para garantir os mecanismos de bio-sobrevivência. Por isso, pecado – do grego hamartia – representa a perda do alvo que é a experiência de totalidade.

·      Significado equivale ao processo de auto-realização da própria existência. Quem não consegue conferir significado a sua própria vida e a de seus semelhantes, além de ser extremamente infeliz é quase incapaz de viver. Para mim, o maior significado da existência é o de servir e amar o amor, sempre em rumo da evolução que é a reunião do todo. Só assim os sentimentos de insegurança começam a cessar, pois o daimon, que é o gênio vocacional ou o chamado e a finalidade existencial que existe na essência de cada ser humano, trará significado e coragem.

·      Sacralidade que é a manifestação de toda dimensão e experiência espiritual unitiva, onde sentimentos numinosos irão conferir relatividade à noção de tempo e espaço, despertando para a fé e a religiosidade, independentes de qualquer denominação religiosa.

Então, essas oito palavras são o caminho para que possamos viver uma vida saudável e feliz, distanciando do sintoma em direção à saúde, mais duas palavras iniciadas com “esse” que somados as oito, perfazem a totalidade de dez que, numerologicamente, representa a unidade!





WALDEMAR MAGALDI FILHO (wmagaldi@gmail.com) é psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Autor do livro: “DINHEIRO, SAÚDE E SAGRADO – interfaces culturais, econômicas e religiosas à luz da psicologia analítica”. Mestre e doutor em Ciências da Religião, que atuou tanto no meio corporativo de empresas multinacionais quanto no comércio varejista. Atualmente, atende clientes em seu consultório, apresenta palestras em empresas, coordena e ministra aulas nos cursos de Psicologia Junguiana; Psicossomática e Dependências, Abusos e compulsões da FACIS - Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

26/10/2009 by Ebrael Shaddai
Essa poesia singela, sem muito brilho nem palavrórios, nasceu de pronto ao ler uma poesia do amigo e irmão de letras, João Batista Cunha. Para ele, com merecimento:






Onde pontuamos um ponto,
Iniciamos um breve conto,
Pelo qual, imberbe, canto,
As alegrias e o acalanto.


Se me tragar o triste pranto,
onde toda minha vida remonto,
Vou dar ao meu lápis desconto,
sem mais pontuar, ponto e tanto!!
25/10/2009 by Joicinha


Nossa amizade vai se tornando forte a cada dia
E hoje no seu aniversário me sinto comovida a homenageá-lo.

Hoje mais do que nunca é tempo de saber
Que a nossa amizade não vive de lembranças.

A cada dia você me surpreende
Com uma nova atitude de amor e respeito.

A cada dia sinto que fui escolhida pela vida
Para ter você como fruto maior da amizade verdadeira.

O maior significado de um aniversário amigo,
Está no fato de que a cada ano
Devemos lutar pelo amadurecimento.

Temos que, com fé, buscar os nossos mais belos sentimentos,
E com eles devemos presentear a quem amamos
Com uma bela estória de amizade e companheirismo.

Sei que palavras não traduzem sentimentos,
Mas sei que palavras representam o que queremos expressar.

Que a vida lhe seja longa para agradecer-lhe por sua amizade
E que este meu “muito obrigado” seja a frase
Que fará com que você sempre lembre de mim.

Feliz aniversário, e seja muito, muito feliz meu grande amigo!

bj


Espero que tenha gostado do video auahauahua
by Ebrael Shaddai
É certo que não moro no Rio de Janeiro, nem mesmo estive alguma vez no Rio, nem de passagem. É certo também que ninguém melhor há para falar do que está acontecendo no Rio do que alguém que lá more.

O Rio está em festa, por um lado. pelas Olimpíadas de 2016. Mas, há muito tempo, semanas e dias seguidos, vive de luto por aqueles inocentes que morrem. ora pelas mãos da Polícia corrupta ora pelas do tráfico. Ficamos perplexos, todo o Brasil, pelas barbaridades que aconteceram na última semana. Fico mais perpelexo ainda por ver estampada no Rio uma realidade que sempre os governantes costumam negar: o Governo do Rio de Janeiro não exerce mais a soberania sobre todo o terrotório carioca.

É isso aí!! Bem-vindos ao recém-proclamado 'Estado Paralelo' do Rio de Janeiro!! Seu território compõem-se de enclaves nas zonas montanhosas urbanas da região metropolitana do Rio, nos moldes das cidades-Estado gregas, autõnomas em relação Às vizinhas, em constante atrito, mas com governadas por forças com interesses em comum.

E que interesses são esses??


  1. O domínio completo e irrestrito dos territórios da periferia carioca;


  2. O monopólio em suas atividades econômicas mais importantes: comércio de entorpecentes (traficantes), roubos e assaltos de grandes cargas, cobrança de altas taxas pela "segurança" que fornecem aos habitantes (milicianos).


  3. Enfrentamento e vitória sobre as forças de resistência do Governo dos territórios em poder do Brasil.









Sim, disse forças de resistência. As Polícias não enfrentam, resistem. Não combatem, se defendem. As zonas controladas pelo tráfico não possuem fronteiras nem barreiras, por isso os traficantes não podem impedir a passagem da Polícia. Mas ações da Polícia são muito tímidas, se considerarmos a ameaça à soberania do Estado sobre essas áreas. Os traficantes agem claramente por técnicas de guerrilha, atacando, por escaramuças. e se escondendo. Sem contar que, em muitas comunidades, os traficantes, pela falta da presença do Estado (e portanto, de seu domínio), são aclamados como verdadeiros "padrinhos" e salvadores da pátria, provendo saúde, remédios, ajuda financeira, "trabalho e emprego".

O Governo, de fato, não manda nessas áreas. Desconfio, olhando de fora, que os políticos negociam com os traficantes para que não espalhem mais ainda o terror por todo o Rio, a troco de não atrapalharem seus negócios. Tenho a impressão de que, se os traficantes quisessem, poderiam atacar muitas áreas do Rio sem que a Polícia pudesse sustentar uma reação consistente, ou pela má-vontade de políticos corruptos e/ou coniventes, ou pelo total despreparo da Poícia, evidenciada nos últimos dias, para lidar com situações de tensão e caos social. Não é novidade pra ninguém que o aparato policial, pela corrupção ou pelo sucateamento, não tem condições de resistir a um ataque articulado dos traficantes, com ordens emitidas, inclusive, de dentro das cadeias, que chamo de colônia de férias de gente da laia de Fernandinho Beiramar e Marcola.

É, realmente, muito triste a situação deplorável que vive a cidade do Rio de Janeiro. Rio, com toda uma mística, umatônica diferente, centro das atenções e das admirações de todo o mundo, ora para festejar e se encantar, ora pra lamentar e chorar... chorar os mortos, os vivos que choram mortos, a situação dos que ainda vão nascer em meio a essa guerra.

Choro por esse Rio de samba e de pólvora, por esse Rio de lágrimas, tantas vezes palco de revoluções, de espasmos culturais, berço de estrelas, capital do Brasil por séculos, e agora capital do deboche de criminosos miseráveis, e que deu nascimento a uma escória de bandidos da pior laia.

Se o Brasil chora, eu também!!

Força e ânimo a todo o Povo Carioca!!

Abraços fraternais de Ebrael Shaddai.


Infelizmente, como está, só nos resta uma solução!! E acho que a maioria das pessoas não concordará comigo, e até eu não gosto da idéia. Mas a Polícia, esta que está aí, está longe, muito longe de estirpar os traficantes do mapa. Só uma intervenção e sítio das Forças Armadas para expulsar e purgar o Rio dos traficantes.

E depois disso, é claro, a ocupação pelo Estado e cumprimento de seus atributos constitucionais: provimento de educação, saúde, habitação, saneamento básuco e segurança efetiva!!

Somente o Exército falaria a língua dessa gente maldita dos traficantes!!

Enquanto isso continua a ser uma utopia, seguimos assistindo o Rio sendo tomado em um grande assalto, de proporções metropolitanas. E os reféns são milhões de pessoas, de seres humanos, mães, filhos, jovens, idosos, trabalhadores.
24/10/2009 by Joicinha






Postado- Joici Cruz

“Os deuses estavam em toda parte e imiscuíam-se em todas as atividades da vida diária. O fogo que preparava os alimentos dos fiéis e os aquecia, a água que saciava sua sede e lhes proporcionava asseio, até o ar que respiravam e o dia que os iluminava eram objeto de suas homenagens”(Jung)



Desde o nosso nascimento estamos inseridos num mundo repleto de rituais, antes mesmo do nascimento, a gestante vive diferentes rituais e já vai passando para o filho esta vivência.
O banho diário, que antes era realizado rapidamente, passa a durar mais tempo, momento em que se dedica a lavar calmamente a barriga, acariciando-a, já na intenção de transmitir afetividade ao filho.
A relação a dois é vivida com rituais. O marido, ao chegar em casa, beija a esposa e beija a sua barriga, algo que não fazia com tanta frequência antes da gravidez.
Normalmente a mulher passa a realizar alguma atividade física mais voltada para o nascimento do bebê e para uma qualidade de vida melhor durante a gestação, dedica-se a caminhadas diárias, alimenta-se mais vagarosamente, escolhe melhor o que vai comer, enfim sua vida passa a ser mais ‘ritualística’.
Quando finda a gestação, inicia-se neste momento, um primeiro ritual; o do nascimento. No hospital vários cuidados são passados à mãe, o médico aconselha estabelecer uma rotina diária para o bebê, na amamentação, horário para dormir, acordar, dar banho etc.


Estes rituais vão marcando a vida da criança e passando para ela segurança, pois esta já sabe a hora que a mãe vai pegá-la e o que vai fazer com ela; quando passa um pouco do horário, começa a reclamar com o choro. O choro é o primeiro protesto ao ritual não vivido.

A partir de toda esta vivência, o mundo para este pequeno ser, é visto como um encadeamento de sucessivos rituais: rolar, arrastar-se, engatinhar, andar, falar etc.



Quando entra na escola inaugura-se o ritual da inserção na cultura. Agora, a criança está em outro ambiente, dividindo espaço, ampliando suas referências.

Na escola terá também uma rotina, que nos primeiros anos é muito respeitada, por isso marcada com um esquema ritualístico diário. A criança, já vai ficando ‘condicionada’ a tudo que passará a realizar. No dia que a merenda atrasa, ela já sinaliza.

E assim a vida vai sendo apresentada para ela repleta de rituais, porém muitas vezes o sentido destes rituais se perde, ou seja o sagrado do ritual é deixado de lado, e vira uma atitude mecânica.

O almoço em família que deveria ser um momento de confraternização, onde todos estariam juntos para celebrar a vida e o alimento, torna-se um momento estressante, fala-se de dívidas, compromissos, brigas no trabalho, assuntos que poderiam ser deixados de lado, porque nada acrescentam e tampouco contribuem para aquele momento, ao contrário; às vezes trazem uma carga energética tão negativa que perturbam a digestão.


O ritual da missa do domingo, às vezes celebrada apressadamente pelo padre e com a maioria dos fiéis preocupados pensando no que farão quando saírem dali.

A praia do final de semana, um local que deveria se prazeroso, mas que já perdeu o sentido de lazer, vira uma batalha; encontrar lugar para estacionar, encontrar um guarda-sol para não ter queimadura ou câncer de pele, encontrar uma mesa para a cervejinha e o caranguejo, ficar quase em cima do outro para “aproveitar” o dia. Muitas vezes nem o contato com a água é feito.



Transformamos as coisas que deveriam nos dar prazer em um verdadeiro desgaste e o sentido do que fazemos passa a importar muito pouco. Festas de aniversário que deveriam representar um ritual de passagem, às vezes transformam-se em exageros, exibição de status, poluição sonora, comida excessiva e de pouca qualidade, excesso de bebidas. Perdem o sentido da comemoração, o sentido do encontro.

Casamentos, batizados, enterros, formaturas que deveriam trazer marcas de uma etapa, fechamento ou abertura de processos, tornam-se maçantes, cansativos, deprimentes, caretas, onde muitas vezes as pessoas estão executando convenções e não vivendo-os de maneira verdadeira e profunda.


Gasta-se muito dinheiro para este tipo de comemoração, quando poderia ser algo simples e bem vivido.
A essência do sagrado é simples, porque na simplicidade está o genuíno. Na simplicidade está a sinceridade daquilo que se celebra.
Quantas vezes vamos a encontros menores, íntimos e nos sentimos bem, porque tivemos oportunidade de ouvir o outro, de ser ouvido, de ampliar saberes, de trocar idéias e sentimentos!

Nos saraus, por exemplo, onde todos estão reunidos com um só objetivo: contemplar a música e a poesia, alimentando a alma e aquecendo o coração; é este o fundamento de um ritual sagrado.
Aquele abraço apertado no filho lhe desejando bom dia é um ritual sagrado do cotidiano; aquele almoço durante a semana em casa, conversando coisas gostosas e perguntando sobre a vida dos filhos e falando de sua vida, também, de forma leve e descontraída, é um ritual sagrado do cotidiano; aquele momento, um pouco antes de dormir, quando se conta uma história, ouve-se boa música, faz-se um relaxamento; em família, a dois ou até sozinho é um ritual sagrado do cotidiano.

Enfim, pequenos momentos, porém eternos, porque são vividos plenamente, inteiramente, fazem parte dos rituais sagrados, por permitem um contato com o divino em nós, fazem sentido sem precisar dizer ou fazer mais nada além do que se está vivendo, são momentos em que outros pensamentos não invadem a mente, apenas o que está sendo desfrutado no aqui e no agora.

Se os professores, ao iniciarem suas aulas, lessem poemas, ouvissem música, filosofassem; estariam, assim, permitindo aos estudantes entenderem o propósito dos rituais, educando as pessoas para valorizarem os rituais, porque eles representam a nossa espiritualidade, eles concretizam o numinoso, eles existem para simbolizar a vida, por isso são sagrados e por isso, devem ser vividos no cotidiano, porque a nossa vida tem sentido a cada dia, todos os dias, a cada momento, fazendo em cada um, algo significativo, onde Deus se presentifica, porque o evocamos através dos rituais e quanto mais estivermos conectados com Ele, estaremos conectados com o Si-Mesmo.


“Ao penetrarmos numa floresta de árvores antigas e excepcionalmente altas, onde o emaranhado de ramos e galhos te esconde o céu: a majestade da mata, o silêncio do lugar, a sombra maravilhosa desta abóbada livre e ao mesmo tempo densa, não despertam em ti a fé em um ser superior? (Jung)








21/10/2009 by Joicinha
A medida do Amor é o Amor sem medida. (Santo Agostinho)

Por Joici Cruz

Olá a todos, é um prazer enorme poder contribuir no Blog do meu amigo Ebrael.

Ontem à noite, fiquei pensando qual seria meu assunto de estréia? Vários assuntos vieram à minha mente, mas teria que decidir qual iria desenvolver. Logo pensei como será a receptividade das pessoas que vão ler o que estou escrevendo? Humm... Uma sensação de medo instalou-se no meu ser, devido à responsabilidade de expor alguns conhecimentos adquiridos. Mas respirei fundo e resolvi encarar. Falarei um pouco da vida de Santo Agostinho... Quem foi ele? O que nos trouxe de ensinamento? E tentar a partir desse resumo sobre sua vida, um paralelo com os dias atuais.




Bom...
Agostinho foi uma pessoa muito importante para o desenvolvimento do Cristianismo no Ocidente. Através de estudos desenvolveu o conceito de igreja como a cidade espiritual de Deus. Sua maneira de pensar influenciou profundamente a visão do homem medieval.

Nascido na cidade de Tagaste foi educado na África, onde viveu por um bom tempo como pagão. Desenvolveu bem sua parte intelectual, mas decepcionou-se com a Teologia maniqueísta, e decidiu seguir o movimento cético da academia platônica. Em 386 sofre por uma crise existencial e decide depois de várias andanças converte-se ao cristianismo católico abandonando sua carreira como professor, servindo a Deus e as práticas do sacerdócio.

A grande transformação acontece quando Agostinho escuta a voz de uma criança invisível (espírito), quando estava em seu jardim , pronunciando algumas palavras de forma cantada e repetidamente “ Tolle et lege!! Tolle et lege!!”(toma e lê , toma e lê). Ele então pensou por alguns instantes e pegou a espitola de Paulo aos Romanos e abriu ao acaso (será?) em 13:13-14:

-“Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidade e dissoluções nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites”.

Depois dessa revelação, agostinho resolve escrever contando detalhes de sua vida espiritual, que se tornou um clássico na literatura mundial. Em um dos seus livros de nome “Livre-arbítrio”, Agostinho descreve que Deus nunca foi criador do mal. Compreendendo que o mal não é um ser, mas sim a ausência do outro ser. Entendemos que o mal é aquilo que “sobraria” quando não constatamos a presença do bem. Deixando bem claro que a origem do “mal” está no nosso livre-arbítrio.


Deus, em sua perfeição, deu a oportunidade de escolhermos o bem da melhor forma, que é usando a nossa consciência. Com isso entendemos que o ser humano é tolamente responsável pela liberdade do conhecimento.

Embora tenha contado a história de Santo Agostinho por curiosidade histórica, nos dias atuais o livre-arbítrio das pessoas anda sendo muito mal empregado. Percebemos pela situação do nosso planeta, guerras, desmatamentos, políticas e aquecimento global.

Estamos vivendo em mundo de transformações, o desenvolvimento humano na área do conhecimento cresce minuto a minuto, as tarefas, compromissos e desafios cada dia tomando o nosso tempo. Mudanças atrás de mudanças. E como gerenciar tudo isso?

Se não observarmos o que realmente é importante em nossas vidas, outros talvez vão opinar de uma forma que não nos agrade.

A história de Santo Agostinho nos mostra que o “autoconhecimento” é a soma física, mental e espiritual, para um bom desenvolvimento humano.
18/10/2009 by Ebrael Shaddai
Aproveitando para dar boas-vindas à Joici Cristina Cruz, do blog As Peripécias do Mundo, como minha parceira na construção das Memórias de Ebrael, vou falar sobre um assunto sobre o qual falamos em uma de nossas primeiras conversas: a repressão aos instintos sexuais e suas implicações na vida das pessoas. Foi boa a nossa conversa; a Joici é psicóloga, e eu, um pensador leigo, metido a filósofo de ocasião...rsrsrsrs.

Freud alegava que boa parte dos transtornos mentais da idade adulta têm origem em distúrbios sexuais, e, ainda, que um parcela significativa, são oriundas na infância e/ou adolescência. Ontem, li um artigo no blog da Fátima Jacinto, onde ela dissertava sobre as máscaras da personalidade, assumidas pelos adultos, e com início na infância. Segundo ela, para que não sofra rejeição e receba o amor esperado de seus pais, a criança tende a mascarar sua vulnerabilidade através de um comportamento que seja "razoável" àqueles de quem espera proteção e aprovação. Isso implica que, no caso de um comportamento, que na infância é despido de "pecado", mas não aos olhos dos adultos, a criança prefira esconder suas inclinações, sejam elas de qual ordem for, através de uma postura "aceitável", porém de renúncia de seus instintos (não só o sexual). Então, a repressão, o abafamento dos instintos sexuais, ainda que em estado incipiente, se originaria na infância.

Eu concordo com a Joici, quando ela diz que Freud não deveria levar tudo a ferro e fogo. Acho, como ela, que nem todos os problemas mentais têm fundo sexual. Mas, afirmo que o instinto sexual é a força mais poderosa da psique humana, mais até do que o instinto de sobrevivência. O instinto de sobrevivência nos arrebata igualmente como o sexual, porém o sexual vai mais além. No afã e no delírio do desejo sexual, não nos importaríamos de morrermos ali, se nos fosse possível escolher.

Em uma situação de perigo de vida ou aniquilação, ainda que a coragem seja um vetor poderoso para que tentemos até o fim nos salvarmos, nos vem a tristeza. É a tristeza de saber que somos essencialmente egoístas, e que faríamos qualquer coisa para nos salvar, mas não para salvar o outro. Pelo menos, nem sempre. No instinto de sobrevivência não há o Amor, pois que o Amor exige a transcendência do medo, e isso implica em uma renúncia suprema e última do que é seu pelo que é do outro. No ato sexual (não o simplista ato de copular, mas o desejo de perpetuação), nos agregamos tanto ao outro corpo, e o desejo de nos fundirmos no Amor é tão gritante, que morreríamos felizes, sem remorsos, se esse fosse o preço de uma união completa dos corpos e das almas envolvidos. Esse é o gozo, o prazer, e ao mesmo tempo a tristeza, pois vemos que não morremos naquela hora, e que viveremos novamente a separação dos corpos sem que o objetivo de união fosse completado.

O instinto sexual é basicamente "natural". O que quero dizer que independe de nossa vontade. Ele está presente como potência do corpo material do qual nossa alma se reveste. Ele é o animal que nos estimula, inconscientemente, a nos perpetuar e livremente nos dissolvermos no outro corpo. É a procriação (diferente do conceito católico), que busca criar incessantemente, sem contudo nos exigir a geração de outro corpo, ainda que isso pudesse ser "natural". Dizemos fazer sexo por prazer simplesmente porque temos consciência dessas sensações. Podemos descrevê-las, e disso gerar mais prazer.





Não se pode renegar que vivemos em um corpo animal. Não se pode negligenciar e deixar de cuidar desse corpo animal, impunemente, sem sofrer as repreensões e revoltas desse mesmo corpo, dessa mesma força. Não se trata aqui de apologia à liberação sexual, ou então, libertinagem ou estímulo à orgia. Mas a auto-determinação e a liberdade de opção em termos de sexualidade é fundamental para que um ser humano caminhe seguro pela vida. Um ser humano seguro é aquele que consegue viver harmoniosamente no mundo, e transitar livremente entre seu corpo e sua mente sem conflitos nuito graves.

A repressão, por parte dos pais, das religiões e da sociedade, em forma de tabus e estereótipos, aos instintos de uma pessoa, assim como o é com suas crenças mais íntimas, é uma violência terrível, tanto quanto o é o medo da morte e da fome. A personalidade verdadeira da pessoa vai afundando, mais e mais, para um fosso remoto da mente, ficando camuflada por máscaras que satisfaçam as vontades alheias. Esse é, portanto, um ser humano escravo das circunstâncias. No dia em que essa máscara de convenções e atitudes superficiais se desfaz, irrompe, furiosa, a fera aprisionada, que exige liberdade, e devolve em excessos, ainda mais crassos, as opressões que o mundo lhe impôs.

Num próximo post, devo falar sobre os arrombos explosivos do instinto sexual e o que podem provocar na personalidade das pessoas.
16/10/2009 by Ebrael Shaddai
Minha vida, mesmo entremeada de tantas poesias, não tem sido fácil. Não que seja mais difícil que a do restante do mundo, até porque acho que não saio bem no filme pendurado numa cruz. Mas como sempre, quando temos dúvidas em relação ao nosso futuro, são nossos problemas que aparecem, primeiramente, no jornal de nossa vida todas as manhãs, então está sendo 'soda' mesmo!!

Já encontrei pessoas ruins e desagradáveis pela vida, que me fizeram sofrer e me causaram muitos dissabores. Claro, pedras no caminho!! Coisas do destino!! Mas há sempre outras pedras pelo caminho, igualmente, pelas quais, às vezes, passamos sem percebê-las em sua beleza. Mesmo sem que notemos e demos o devido o valor a elas, abrilhantam e embelezam nosso caminho, tornando menos rude e violenta a visão da estrada empoeirada, e desfazendo, como cristais, as nossas cegueriras e ilusões.

Estou passando por uma situação pessoal muito delicada. Implica, inclusive, riscos à minha estabilidade pessoal e espiritual. Qual não foi minha surpresa quando percebi que uma das pedras no meu caminho tinha uma rara beleza e um brilho diferente, o qual, por algum tempo, não havia apreciado em todo o seu esplendor!! Falo de uma pedra rara, preciosa. Falo de um Anjo de Guarda, a qual algumas pessoas adoram, outras invejam, mas ninguém deixa de a notar por todos os lugares onde concede sua graça.

O nome desse meu Anjo da Guarda é como o de uma pedra rara, de uma gema esplendorosa: Gemária. Gemária Sampaio. Foi no blog dela que conheci sua doçura, sua autenticidade como pessoa e seu orgulho em ser mulher, e mulher de verdade. Para ela não me canso de fazer poesias. Não só aos Amores devemos cantar, mas às Amizades verdadeiras, como ela se tornou, que também suscitam grandes pérolas. Eis mais uma:





Anjo-Ametista

Qual não é a surpresa do iludido poeta
Quando um anjo, com feição quieta,
Num arrombo de esplendor precioso,
Lhe arranca do entorpecimento ocioso!!

Qual não é sua perplexidade, ainda mais vã,
Quando vê que anjos não voam, lhe sobrevoam,
Que em trincos de ametista, calmos, entoam
A Verdade, como mantra, para tornar a alma sã.

Meu Anjo tem nome inaudito, de gema rara,
Meu Anjo vibra no tom violeta da ametista;
Ela se veste de Luz, mais que a seda, clara.

Da gema nobre, a fez Gemária o Artista,
O Grande Arquiteto, o Mago e Equilibrista,
Minha Amiga, de todas, a que eu mais amara.
12/10/2009 by Ebrael Shaddai
Hoje não quero filosofar como um adulto polido e modelado. Hoje eu quero pensar e falar com a Criança que renasce a cada manhã e que vê o novo dia como se fosse sua nova vida. Apenas temos a ilusão de que tudo está como na noite anterior, sem noção da passagem do Tempo, como se estivéssemos em um longo inverno polar. Assim, para muitos de nós, as nossasmanhãs continuam sombrias e pesadas, e a vida demuitos é uma eterna Noite Escura, depois da qual não háesperança de um novo alvorecer.

Esse é o sintoma primário de que nossa alma está se carcomendo com os paranhos e miasmas das frustrações e ilusões, como que ossos atrofiados sem a luz do Sol, sem movimentos.

A infância é isso: é sempre ter esperança que poderemos brincar na rua e nas poças de água, depois de passadas as tempestades. É nunca ver cada dia como se fosse igual aos anteriores. É sempre esperar um presente diferente da Vida, mesmo que esses presentes tragam as dificuldades de lidarmos com eles, com cada um deles, de forma diferente.




Não quero ficar velho por dentro. Não é meu corpo que não quero que fique desgastado e velho, mas minha alma. Há crianças, que quando ficam adolescentes, já apresentam um estado de estagnação e rabugice quase incorrigível. Há idosos, por outro lado, que fazem tudo a que a Vida lhes dá oportunidade que façam.

Acho que aferimos a idade de alguém não pelo estado do corpo físico. É pelo olhar, pelos atos e pelos sentimentos, pelo grau e intensidade de esperança que cada um é capaz de levar em seu coração. E esperança é ter paz, mesmo que combatendo, certeza de estarmos a caminho, embora quase nunca saibamos onde vamos parar. E a isso, eu chamo...





Semente do Amor!!

A criança, então, naturalmente, é o fruto do Amor!!



***Feliz Dia das Crianças!!***
09/10/2009 by Ebrael Shaddai
Os leitores que acompanharem este artigo já deverão estar até "acostumados" com o que verão: uma truculenta invasão de domicílio, sem ordem judicial; agressão a menores de idade, espancamento, humilhação e danos morais, abuso de autoridade. Poderia listar durante toda a noite as irregularidades cometidas por esses "animais". Espero que não se ofendam. Animais, nesse caso, é um elogio.

Tudo aconteceu na cidade de Timbó, próxima a Blumenau, estado de Santa Catarina, em 27 de setembro último. Atendendo a um pedido de averiguação de vizinhos da casa desses menores, policiais militares invadiram, sem mandado, a casa, Depois de averiguação devida, sem encontrar, os menores presentes foram covardemente espancados. Uma câmera escondida, posicionada pelos menores, filmou a ação.

Esse vídeo caiu na Internet, antes de ser entregue à Polícia Civil. A Polícia Militar se pronunciou, reconhecendo o uso desproporcional de força (covardia), prometendo a abertura de sindicância administrativa, mas alegou que a filmagem foi proposital, por uma situação armada. Que bom que foi assim!! Os menores não estavam, de verdade, na bagunça, e serviu para mostrar o que na prática acontece todos os dias em nossas cidades. Não respeitam a Constituição, esquecem-se dos direitos básicos que ela nos garante, esquecem-se que falam com brasileiros e que pagamos os seus salários com nossos impostos. Ou na rua, nas blitzes, no combate ao "crime", é sempre a mesma Polícia. Salvo poucas exceções de policiais dignos, a maioria é de calhordas e covardes.





Eles batem em quem eles querem, pessoas honestas ou bandidos, mas é da preferência deles bater em inocentes e desarmados. Quero ver um animal desses subir um morro carioca e cantar de machão!!

Os acusados não foram afastados. Pelo contrário: estão gozando da nossa cara, em funções administrativas (a maioria não tem o mínimo de educação e habilidade, além da brutalidade) em alguma guarnição ou batalhão da PM. Impunidade é a tônica da Polícia Militar no Brasil, herança da época de ditadura, pois a PM nada mais é que um fantasma mal-regenerado dos milicos do AI-5.

Pelegos!! Bando de vadios e vagabundos!! Cães sarnentos da ditadura é o que são!! Isso aí é só uma mostra. E o povo da periferia das grandes cidades, que não dispõem de câmera ou gravador, e que sofrem coação das milícias e esqudrões da morte?? Como ficam??

Não confio na polícia nem em bandidos salvadores!! Entrego minha vida nas mãos de Deus!!
07/10/2009 by Ebrael Shaddai



Para Gemária Sampaio, que me inspirou, em um de seus posts, esses...


Versos Supremos


A partir deste momento, alma minha,
As letras de tua vida se desgrudam
Da tênue folha, da vã e pálida linha,
Onde os verbos em sons puros se mudam.

A partir deste ponto, não serás ponto;
De agora em diante, serás mais um conto;
De poesia encarnada, a vida então te exime
De escrever, obra posta, és agora sublime.

Vôe com os mantras do coração, satisfeito;
Beba da velha bica o último bom vinho.
Tome da mesa eterna de Luz, o teu leito.

Que o velho véu da mente, como pergaminho,
Se desenrole ante ti, mas sem desalinho,
Para o último verso, epílogo, em meu peito.
05/10/2009 by Ebrael Shaddai

Recebi várias indicações de amigos de fé na Blogosfera e no diHiTT, nos últimos dias, lembrando-se desse blogueiro amador e de língua solta (em todos os sentidos, é claro!!). Vim aqui agradecer a todos que se lembraram de mim por esses dias e compartilhar minha alegria de ter amigos e companheiros de jornada tão afáveis. Pode parecer rasgação de seda sem muito fundamento, mas todos, indistintamente, contribuem com seus comentários e até com seus próprios posts para que novas idéias e reflexões venham à minha mente e se transformem em novas Memórias. É a mais pura verdade!!

Saber que há pessoas que empenham alguns minutos de seu tempo em prestar uma palavra amiga e carinhosa por alguém que conhecem apenas pelo que este escreve, às vezes de tão longe. A eles/elas, a minha alegria,o meu agradecimento!! A todos eles e elas, o meu carinho e o meu abraço!!


Prêmio Dardos:






Este é o "Prêmio Dardos" que dá a cada blogueiro reconhecimento de seu valor,
esforço, ajuda, transmissão de conhecimento todos os dias.
Agradeço, de todo o coração, aos amigos que me indicaram:




  1. Deusa, d'O Mundo de A a Z;
  2. Rosana Madjarof, do Pedacinho do Céu;
  3. Ju Ramires, das Inspirações Humanas;
  4. Pastor Altemar, do blog Cristo e Família.
  5. Lúcia S. Silva (eletricteen), do Electric Teen.


Regra:



1. Você terá que aceitar e colocar em seu blog, juntamente;
2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio.

E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação. 




Meus eleitos são:






Selo "Este Blog É Um Sonho":


Concedido pelas amigas Rosana Madjarof, Dani Lunita e Márcia Canedo. Obrigado, minhas queridas!! Vocês sempre estarão no meu coração inquieto.


Selo Este Blog É Um sonho




1. Exibir a imagem e publicar as regras;

2. Colocar no seu post o nome e o linck do blogger que te presenteou (no início do post);

3. Responder se usa os produtos Natura e quais os seus preferidos;

4. Por último, indique 10 blogs de amigos que você deseja presentear com este lindo selo.




Natura:


Como todos os homens que usam ou já usaram produtos da Natura, eu adoro Kaiak.




Meus Indicados são:



Regras: