25/02/2010
by Joicinha
Se meu coração falasse diria da ventura suprema de estar envolto em amor.
Se meu coração falasse, diria quanto dói a saudade de um ex-amor.
Se meu coração falasse, diria quanto pesa a angústia de uma injustiça.
Se meu coração falasse, seria o melhor poeta, diria da beleza de uma rosa, da paz de um sorriso infantil, da graça de um beija flor.
Se meu coração falasse provavelmente seria um arauto da parceria, um profeta, ensinando-nos o Paraíso. Seria um seresteiro, um poeta, um Trovador!
Se meu coração falasse, certamente cantaria doces canções exaltando os casais, conversaria em linguagem própria com os animais; diria versos às flores; faria dueto com as águas do rio a correr; diria carinhos ao Sol e às Três Marias.
Se meu coração precisasse da escrita para se comunicar, escreveria colorido, talvez em vermelho paixão ou em prata que pegaria das noites de luar.
E quem disse que ele não arranjou um jeito de falar?
Diz amo você com meu olhar, entoa ternuras quando me ponho a cantar. Reveste-me de verdade crua quando estou a poetar.
Pena que sua voz é baixinha e nem todos podem ouvi-lo! Só os amantes possuem o poder de escutar a doce e meiga voz do coração...
Privilégio dos amantes, então...
Magda Almodóvar
23/02/2010
by Ebrael Shaddai
Para C.C.P.:
"Espelho, Espelho meu, há, nesse momento, seres mais felizes do que nós??"
Nós mal havíamos nos conhecido, e já havia empatia entre nós. Eu trabalhava já há algum tempo no setor depressivo-burocrático de Compras de uma empresa privada, em Uberlândia. Quando a vi, à qual chamo aqui de C. C. P., pensei: "Enfim, alguém para me tirar a paz!" Mas, não estava dizendo de uma suposta chatice de conviver com ela, e sim da aventura que seria me degladiar todos os dias com aqueles olhos amendoados. Ainda não havia me dado conta disso, mas já me via a menos de um metro dela.
Certa vez, o Osvaldo, meu supervisor, me "acordou":
- Lúcio, para de babar!! Conforme-se, ela está onde você não pode alcançá-la!! E o João, do setor de Promoção, anda ainda por perto... Ao que eu dei de ombros:
- Admirar não tira pedaços, até onde eu saiba!!
Osvaldo é um cara chato. Sua função é fiscalizar. Nasceu para isso: cobrar, cobrar e cobrar!! Diversão não pode, isso não é certo, aquilo vai estragar tudo!! Só sabe dizer o que não pode. E o que pode?? Fazer o que ele manda, e ele manda que não façamos quase tudo.
Osvaldo era assim: amigo mesmo, mas apenas para nos guardar de beber quando precisamos beber e nos estimular à rotina quando a segunda-feira é anunciada pela sétima trombeta do Apocalipse. Um cara que se diz consciente, mas que é incoscientemente descuidado ao não ser flexível. O mesmo terno, o mesmo sapato com cadarço de couro cru.
Apesar de todos os freios que me impusera Osvaldo, me aproximei de C.C.P.; não havia o que temer, apesar de me parecer alguém um pouco acima da minha latitude cultural, além do meridiano da minha audácia.
Certa vez, o Osvaldo, meu supervisor, me "acordou":
- Lúcio, para de babar!! Conforme-se, ela está onde você não pode alcançá-la!! E o João, do setor de Promoção, anda ainda por perto... Ao que eu dei de ombros:
- Admirar não tira pedaços, até onde eu saiba!!
Osvaldo é um cara chato. Sua função é fiscalizar. Nasceu para isso: cobrar, cobrar e cobrar!! Diversão não pode, isso não é certo, aquilo vai estragar tudo!! Só sabe dizer o que não pode. E o que pode?? Fazer o que ele manda, e ele manda que não façamos quase tudo.
Osvaldo era assim: amigo mesmo, mas apenas para nos guardar de beber quando precisamos beber e nos estimular à rotina quando a segunda-feira é anunciada pela sétima trombeta do Apocalipse. Um cara que se diz consciente, mas que é incoscientemente descuidado ao não ser flexível. O mesmo terno, o mesmo sapato com cadarço de couro cru.
Apesar de todos os freios que me impusera Osvaldo, me aproximei de C.C.P.; não havia o que temer, apesar de me parecer alguém um pouco acima da minha latitude cultural, além do meridiano da minha audácia.
Tempos passaram. João se foi. Eu vivia mais na empresa do que em casa. Fazia serões intermináveis, só para poder ser tostado por aqueles olhos de ágata. Olhos que me pareciam espelhos mágicos, a me revelar quem sou de verdade, a me revelar o que desejo da vida, quais sonhos ainda quero compartilhar. Sonhos de viagens, sonhos de dança na chuva, sob algum coqueiro de Cancún ou em alguma gôndola nos canais de Veneza.
Não foram raras as vezes em que eu, indo ao banheiro, flagrando olheiras em meu rosto, revelei-me com um olhar de quem queria fazer um vídeo para ela, ícone e fim último dos meus devaneios. Seria, ela mesma, meu Espelho Mágico?? Seria C.C.P. o Tempo misterioso da minha glória futura, a glória do que segue seu Destino?? Espelho misterioso, reflexo sem nome, e que revela toda a beleza do que não se pode dizer, do que está nas entrelinhas. Misterioso como o número Sete, secreto como a Magia, oculto como o que não podem saber os incrédulos.
Mas, ainda mais perfeito que o Sete, é o número Seis, o número do Amor. A luz que saía dos olhos de ágata de C.C.P. não era de mistério, mas de fome de viver, de Amor à Vida, de Amor ao Mundo.
Um dia lhe falei isso, que seus olhos me eram como Espelho Mágico. Pensei em lhe dizer que espelhos, às vezes, podem iludir, pois são apenas imagens. Mas são imagens de nosso ser, de nossos desejos. Projeções apenas?? Espelhos podem se quebrar, como as ilusões... e aí, como ficaríamos?? Mas, e se esse espelho for fabricado de um vidro temperado pela maturidade, e se ele resistir às quedas naturais que podem acontecer??
Ficarão as imagens, que não mudarão. Mudarão nossos seres, fontes de juventude eterna. Sonhos são sonhos, e apesar de a noite de ontem ter-se ido, o Sol me trouxe a certeza de que não só sonhamos acordados, mas também acordamos para os sonhos, acordamos para a Vida!!
18/02/2010
by Ebrael Shaddai
O Destino é uma Fênix, gestada no Coração e parida, aos gritos, pela Vontade.(Ebrael Shaddai)
Olhou no alto de uma árvore o homem com olhar em chamas azuis, e encontrou, num dos buracos do tronco oco, um ninho de corujas. Havia um ovo apenas dentro dele. Não, desta vez não vou comê-lo, a despeito do que gostava de fazer quando eu era mais jovem - disse para si mesmo. Quero muito, mas não vou fazer isso!!
Desidério era seu nome de Batismo. Desidério Valente. Sua mãe que, antes de tê-lo era estéril, foi quem lhe pôs esse nome, sugerido em um de seus sonhos em meio à gestação. Desidério vem da palavra em latim para "desejo". Fez jus ao nome escolhido já precocemente, desde o ventre, nascendo prematuro, dizem que motivado pela ânsia de sua mãe por um filho. Sua mãe se chamava Melissa, e seu pai, Frutuoso. Viviam os três em uma terra arrendada à criação de ovelhas, das quais aproveitavam a carne e a lã, no interior do Rio Grande do Sul.
Desidério, desde jovem foi um homem fogoso, que atraía as mulheres de toda a redondeza, bastando, para isso, apenas seu cheiro instilado no ar. Agia conforme seu nome sugeria, movido pelo ímpeto, impulsivo como era! Correu todo o Rio Grande em aventuras amorosas e em meio a vícios e mesas de jogo. Certo dia, jogado numa sarjeta imunda, ébrio ao extremo, arrebentado por seus credores, a quem oferecera até o que não era seu, a vida, conseguira balbuciar apenas uma frase:
- Devora-me, Paixão!!
Quando acordou, num quarto de uma Santa Casa em Porto Alegre, nem se lembrava do ocorrido e porque estava todo remendado em curativos. Não demorou muito até que sua benfeitora aparecesse. Débora era seu nome. Perguntou-lhe o que o levou até aquele estado lastimável. Ele preferiu se calar. Apenas agradecera. Ela se fora, triste, porém mais tranquila pela obra daqueles dias.
No outro dia, ela voltou com flores e um chá com torradas, já que refrigerantes não eram recomendados, pois havia suspeitas de que ele estivesse com pneumonia. Ele pedira uma cerveja, uma Bohemia, mas ouviu uma sonora negativa por parte das freiras. Apenas chá, e evite o café, pois aqui não é permitido que se fume - fulminou a velha madre, com um ar formal que gelava a espinha dos presentes.
A sós, conversaram ele e Débora, por horas. Ele já estava com o humor recuperado, com tantos paparicos de sua mais nova amiga e salvadora, Débora, e das enfermeiras, que se seguravam para não trairem seus votos. Débora lhe contou que encontrou seu corpo estirado em uma sarjeta, em uma esquina próxima da saída para Canoas. Chovia muito. Depois de um dia de sermões e decepções em família, não estava afim de ouvir seu Coração lhe dizer que omitiu socorro a alguém desmaiado. Poderia ficar doente, e ficou mesmo, quem sabe se não estava para morrer?? Haviam apenas cédula de identidade em seu bolso, com uma foto antiga, de quando tinha apenas 13 anos, e um "santinho" de São Jorge, agora desfeito pela água.
"Seu 'santinho' se esfarelou, mas você reviveu, graças a Deus", disse Débora, rompendo um silêncio de quase dez minutos, em que só se ouvia a televisão do quarto ao lado. "Graças a você, Débora... seu nome é Débora, não é?" Ele riu logo após, e continuou:
- Desculpe-me por ser tão seco. Só queria saber até onde você seria assim, tão formal, tão "durona". Os dois riram muito em seguida, comentando as fofocas dos corredores, do que se falava, de ruídos monossilábicos que ele ouvia pela madrugada adentro, vindos da dispensa.
Com o diagnóstico de uma pneumonia persistente e dupla e uma infecção renal, Desidério ainda continuava internado, já há quase dois meses, não obstante seu estado de ânimo, segundo ele, estar melhor do que quando estava na rua. Sem saber, seu Coração estava sendo remendado, aos poucos, com "remendos novos". Mas, para isso, segundo Jesus, era preciso uma roupa nova (um Coração novo), para que os remendos não tornassem a se abrir. Seria tudo pela força de uma amizade nascente?? Seria esse Coração a mesa da Grande Obra sobre a qual Débora deveria operar?? Seus anos trabalhando em postos de saúde a fizeram crer que nem todo viciado é volúvel, e que volubilidade era um distintivo dos medíocres, e não dos visionários.
Conhecendo toda a história de Desidério, Débora acercou-se de um cenário de batalhas horríveis para uma libertação que não vinha. A Paixão, segundo ele, que vivera até ali em constante vínculo com ela, se assemelha a um Polvo Libertador, que nos arrasta das tocas profundas e escuras para um mundo hiperiluminado. No meio do Caminho, descobre-se que há um abismo ainda a ser vencido. A Liberdade, a ausência de vínculos estreitos para os imprevidentes, exigiria um movimento a mais do que abraçar com força os tentáculos. Exige um salto heróico, um salto de Ícaro, mas sem asas, munidos que somos apenas da Vontade Verdadeira. Sem darmos esse salto, estaríamos a mercê de um Oceano de águas turvas, no meio do caminho, por quase uma eternidade, mergulhados na viscosidade das comodidades irregulares.
Já passara-se mais de um mês, e Desidério percebeu que não pensava mais nos vícios de antes. Seu hábito agora era pensar em Débora, e isso porque não chegara, durante esse tempo, a menos de um metro dela. Só havia tocado Débora uma vez, em aperto de mãos, no segundo dia de sua internação, o "dia do chá", como ele mesmo falava, com alegria e entre risos.
Desidério, então, tomou coragem, e resolveu lhe contar um segredo:
- Certa vez, estava naquela fazenda fétida do interior. Minha vida era uma chateação! Encontrei um ovo de coruja, em um ninho, numa toca de árvore. Prometi a mim mesmo que não o iria comer. Estava em gema ainda. Não me contive, e na tarde do dia seguinte fui lá, e o comi.
- Mas porque rompeu com o que prometeu?, perguntou-lhe Débora.
- Naquela noite da promessa, sonhei com o tal ovo. Estava eu, disse minha mãe, com muita febre. No sonho, do ovo ouvi uma voz que me dizia: "Desejo, eu sou a Paixão. Portanto, devora-me!!" Então, depois de ouvir essa frase por seis vezes, eu acho, comi o ovo do sonho. No dia seguinte, instintivamente, fui e comi o ovo de verdade, diretamente no ninho. Tempos se passaram, anos na verdade, e um dia, sem ter para onde ir e acabar com aquele marasmo da fazenda, decidi fazer um tal ritual, inventado por mim, pegando um ovo de pata, chamando-o de Paixão, e pedi para que me devorasse. Peguei o primeiro caminhão de frutas que saiu da fazenda vizinha e me fui para o Mundo.
- Esteve todo esse tempo procurando pela Paixão, e encontrou-a? Se sim, sob a forma de quê??
- Sob a forma de vícios e ilusões!! A Liberdade sem rumo é um navio sem um mastro e sem velas!! Não se chega a lugar algum, caminhando sobre as águas de olhos fechados. Ora, caminhar sobre as águas é um milagre, mas se você não sabe por quê quer o milagre, então ele se torna em maldição, como no meu caso o foi.
- Milagre foi você ter sobrevivido, isso sim - remendou Débora. E esse você não desejou...
- Sim, é verdade. Foi você quem decidiu me devolver à Vida. E para finalizar, sonhei novamente com um ovo, nessa última noite. Ela me dizia a mesma coisa: "Devora-me, Desejo!!". Dessa vez, eu hesitei em tocar o ovo. Só me decidir a tocá-lo, quando a voz cessou e a casca revelou o conteúdo, e não era gema...
- E o que havia dentro?? - curiosa, Débora lhe perguntou.
- Dessa vez não tinha como fazer omelete, pois dele saiu-me você. Não era Paixão, acho que era...
Ela o interrompeu, com seu dedo indicador, tocando-lhe os lábios e pedindo-lhe silêncio. Um silêncio que haveria de durar 11 dias, quando ele saiu do hospital.
11/02/2010
by Ebrael Shaddai
No diHiTT, tenho amigos incríveis!! Todo mundo, falando de tanta coisa... Hoje, me deu vontade de fazer (ou tentar) o que o João, o Poeta dos Perfis, anda fazendo com maestria. Mas, antes de estrear meu primeiro texto-enigma, e propô-lo à resolução dos amigos, vou interpor um outro texto de um curso de inglês que tive, que aqui traduzi para todos:
Um Beijo no Escuro (A Kiss in the Dark)
Quem desvendará os versos desse texto?? Quem explicará os enigmas?? Tal enigma só poderá ser revelado quando o rio santo encontrar os pés do viajante; quando o Sol ver Netuno sorrir; e quando Marte conseguir atingir o castelo das cortinas esvoaçantes. E isto, só o Tempo mostrará...
Um Beijo no Escuro (A Kiss in the Dark)
Em um compartimento de um trem que viajava pela Inglaterra, há muitos anos atrás, sentaram-se um sargento do Exército, um jovem soldado, um velha senhora e uma linda mulher. O trem entrara en um túnel e, por quase um minuto, tudo era breu, escuridão total. Então, as quatro pessoas no compartimento, ouviram um beijo estridente e, imediatamente após o som, um violento tapa.
Quando o trem saiu do túnel, eles todos se entreolharam, mas ninguém disse palavra. Eles continuaram viajando em perfeito silêncio
"Que boa garota!!", pensou a velha senhora, olhando para a jovem mulher. "Ela realmente tem caráter!!"
"Que estranho", pensou a jovem mulher. "Aquele sargento beijou a velha senhora, e não a mim?"
"Aquele soldado é realmente esperto", pensou o sargento. "Ele rouba o beijo e eu levo o tapa?"
"Perfeito!!", comemorou o soldado. "Eu beijo o dorso de minha mão, e finalmente tive a chance de esbofetear aquele sargento estúpido!"
**************************
Quem definirá as Estrelas-Gêmeas??
Quem saberá quem as beijou,
Se foi o Destino
Ou as águas-de-cheiro??
Quem me dirá os nomes
Dos que duelam com os cílios??
Eles se vêem pela fechadura
E se enxergam por inteiro;
Eles tomam chá gelado
E caçam cigarras.
Eles falam em línguas estranhas
E, súbito, se calam.
O Bem de Um Bem
É o nome do Outro;
Estão sobre o arco-íris,
E espreitam damas-da-noite
Para esperar-lhes o desabrochar.
É noite, e há os Curupiras!!
Aquele, a quem foi dado
A Ira de Deus Potente,
Escrutina os olhos
Da noturna Bastet.
E seus olhos emitem fogos,
E Bastet espera seu Tempo.
Imitam Eros e Psychê,
Redimem Romeu e Julieta,
Andam como Alice e Santiago,
Transformam Sansão e Dalila,
Marte encontra o Oceano,
Marte nada e se embriaga.
A eles são os nomes
Como enigmas na Noite:
A Ele, os judeus chamam Ya'akov;
Bastet o chama Vencedor.
Ela é plena de Vida,
E defende a quem ama.
************************
Quem desvendará os versos desse texto?? Quem explicará os enigmas?? Tal enigma só poderá ser revelado quando o rio santo encontrar os pés do viajante; quando o Sol ver Netuno sorrir; e quando Marte conseguir atingir o castelo das cortinas esvoaçantes. E isto, só o Tempo mostrará...
07/02/2010
by Joicinha
Publicado - Joicinha
Esse é o slogan da nova campanha do Instituto Akatu, criada e produzida pela agência Leo Burnett, parceira institucional do Akatu, com estreia em cadeia nacional em 27 de janeiro de 2009 na Globosat. Através de uma linguagem semelhante à da publicidade do varejo, a campanha alerta consumidor para a problemática do desperdício de alimentos e dá dicas de como consumir os alimentos de forma consciente para evitar desperdícios.
A iniciativa surgiu da constatação de que, no Brasil, aproximadamente um terço de todos os alimentos comprados em uma casa é desperdiçado. Junto com eles, todas as suas embalagens, toda a água e energia usadas na sua produção, todo o CO2 emitido em sua produção e transporte, etc; são também jogados fora, gerando inúmeros impactos negativos para a sociedade, a economia e o meio ambiente. O número é ainda mais alarmante quando pensamos que estamos em um país onde 14 milhões de pessoas vivem em domicílios com insegurança alimentar grave (fonte: IBGE, 2004). A campanha alerta os brasileiros sobre este fato e mostra que é possível mudar este quadro por meio de pequenos gestos diários que estão sendo divulgados pela mídia com base em sugestões do Akatu.
As peças da campanha mostram, com mensagens criativas e instigantes, que todo consumo tem impacto – seja ele positivo ou negativo – e que cada gesto de consumo tem poder transformador. O consumidor, comprometido e ciente dos efeitos de seus atos de consumo, pode ter um papel protagonista nessa transformação.
A nova campanha pretende motivar o cidadão a responder, de forma positiva, ao desafio de evitar o desperdício de alimentos, contribuindo assim para a desafio global atual da construção da sustentabilidade da vida no planeta.
05/02/2010
by Ebrael Shaddai
Há tempos, há muito tempo mesmo que escrevo sobre o Tempo. Este é uma tema recorrente. em meio aos personagens com quem brindo alguns goles de Inspiração. Sempre bebi desse cálice com moderação. Mas nesta tarde, bafejado pelos calores desse verão tórrido, eu passei da conta.
Deitei no meu sofá, com dois ventiladores tentando cumprir a missão impossível de aplacar o calor que fazia dentro de casa. Sem nada o que fazer em plena folga, fixei meu olhar no teto, com uma música chamada Cathar Rhythm ao fundo. Depois de alguns minutos (eu acho), vi-me defronte a um córrego que há nos fundos da minha rua, sentado em um banco rústico de madeira, açoitado pelo vento. Estava sonhando??
Prestava atenção à água correndo, e o tempo passando. O tempo passava, mas não sentia que as coisas ao meu redor se modificavam. Foi quando vi objetos em minha mão que logo associei ao Tempo, ou à nossa percepção de movimento do Tempo. Na mão esquerda, havia um carrinho de madeira artesanal, e na direita, chaves de um carro. No caminho, além do córrego, que dá acesso das ruas adjacentes ao mesmo, soou o trotear de um cavalo, sobre cujo lombo cavalgava uma mulher com chapéu de couro e um lenço vermelho, tencionando atravessar o pontilhão sobre o córrego. Notei, também, uma tatuagem de um tridente, como o de Netuno, em seu braço esquerdo, exposto por causa do intenso calor que castigava a todos
Cruzou o caminho do cavalo, então, um homem estranho, muito estranho. Mais parecia o Louco da carta nº 1 do Tarô, vindo de algum lugar e indo a lugar nenhum. O homem era visto por mim, em questão de segundos, como um velho a brincar com uma lata com álcool, em que punha fogo, e como um menino a resmungar impropérios contra sua asma. Mudava-se a cada vez que piscava meus olhos. Eu, como estava pensando no Tempo antes de adormecer, o chamei assim, intuitivamente, de Tempo.
E o Tempo, atravancando o caminho da amazona, com o fogareiro improvisado na mão esquerda, lhe interpela:
- Quem és tu, mulher, que voltas do "caminho sem volta"??
- Estela é meu nome, e quem és tu?? Acaso, tens o poder de tornar sem volta qualquer caminho??
O velho respondeu:
- Nenhum caminho tem volta, pois a chegada é o retorno da espiral do tempo, só que em uma altura maior. Você correrá mil milhas, nos mocassins dos plantadores de chá ou dos cultivadores de mel, e verás novamente teus ramos florescerem, mas de cima da árvore, depois de cima do monte, exatamente acima de onde começastes a sonhar.
Estela desapeou do cavalo, cheia de sangue quente a lhe infundir uma aparência de camarão, e sentou-se numa pedra, à beira do caminho. Ela não parava de me olhar, ainda que de longe. Parecia me conhecer. Ainda que há dez metros de distância, na margem contrária do córrego, consegui ouvir alguns trechos do insólito colóquio.
- Eu sou o Tempo e, se me pegas, é porque estás prestes a xingar o relógio. Não me pegas, porque sou tuas pernas e a canseira delas. Te sentas, suspendes tuas pernas, e deixas teu sangue descer, como se quisesse que o sangue corresse ao contrário, parar o movimento. Mas é inútil...
Estela, então, já incomodada com o palavrório que saía da boca do Tempo, o interrompe, bruscamente, e perguntou ironicamente, com um certo tom de reclamação:
- Louco Tempo, se esse realmente é seu nome, me responda: Por que diabos você adormece nossas Paixões, ao invés de despertá-las?? Ao que ele retruca:
- Mas eu desperto a Paixão sim, sou o próprio Movimento. Vocês é que se cansam de soprar a mesma chama. O meu Caminho é um círculo, que vocês percorrem inúmeras vezes, sem saber que é o mesmo círculo em todas elas. Quando vocês se dão conta disso, a mesma curva já não é manobrada com o mesmo ímpeto; os dias, como relógios-de-ponto da vida, já lhes parecem sem novidades, e o seu nervo ótico fica já cauterizado. Vocês todos pensam que a Vida é um caleidoscópio. Mal sabem vocês que, embora se repetindo analogamente as cenas, somente vocês podem pintar os desenhos contidos lá dentro com cores diferentes. Sim, eu corro na frente, e corro de costas pra lhes mostrar que o cansaço é psicológico, mental. As pernas cansam, mas o sangue irriga, com seus mesmos cinco litros, outros rincões de seus corpos.
E continuou:
- Eu zombo sim, como a água dos rios que defronte a vocês passa, daqueles que ficam sentados na pedra na margem, esperando o vapor para Paris. Mas, e de quem mergulha nas águas de meu Rio? Eu escarneço desses, ou me refestelo com eles? Tem algo, muito certo, que um dos seus cientistas dizia: o Movimento e o Tempo dependem do observador e do seu referencial. O Tempo passa mais rapido dentro do trem do que para quem está parado na estação. Nao são zombarias. São refestelos do Tempo. Agora, para aqueles parados na estação, o Tempo encarna nas colunas de concreto da estação, aparecendo como fantasmas a rirem-se de mãos na boca. Isso é uma zombaria, é o Tempo de suas almas, escarnecendo de todos eles, e os fazendo lembrarem-se do silencio das tardes de domingo.
************
De repente, entendi o carrinho e a chave de carro em minhas mãos. O novo e o velho nem aparências são, são ilusões de ótica.
Acordei com o dedo médio em riste, apontado para o computador. Detalhe: a proteção de tela do computador é um relógio digital.
Deitei no meu sofá, com dois ventiladores tentando cumprir a missão impossível de aplacar o calor que fazia dentro de casa. Sem nada o que fazer em plena folga, fixei meu olhar no teto, com uma música chamada Cathar Rhythm ao fundo. Depois de alguns minutos (eu acho), vi-me defronte a um córrego que há nos fundos da minha rua, sentado em um banco rústico de madeira, açoitado pelo vento. Estava sonhando??
Prestava atenção à água correndo, e o tempo passando. O tempo passava, mas não sentia que as coisas ao meu redor se modificavam. Foi quando vi objetos em minha mão que logo associei ao Tempo, ou à nossa percepção de movimento do Tempo. Na mão esquerda, havia um carrinho de madeira artesanal, e na direita, chaves de um carro. No caminho, além do córrego, que dá acesso das ruas adjacentes ao mesmo, soou o trotear de um cavalo, sobre cujo lombo cavalgava uma mulher com chapéu de couro e um lenço vermelho, tencionando atravessar o pontilhão sobre o córrego. Notei, também, uma tatuagem de um tridente, como o de Netuno, em seu braço esquerdo, exposto por causa do intenso calor que castigava a todos
Cruzou o caminho do cavalo, então, um homem estranho, muito estranho. Mais parecia o Louco da carta nº 1 do Tarô, vindo de algum lugar e indo a lugar nenhum. O homem era visto por mim, em questão de segundos, como um velho a brincar com uma lata com álcool, em que punha fogo, e como um menino a resmungar impropérios contra sua asma. Mudava-se a cada vez que piscava meus olhos. Eu, como estava pensando no Tempo antes de adormecer, o chamei assim, intuitivamente, de Tempo.
E o Tempo, atravancando o caminho da amazona, com o fogareiro improvisado na mão esquerda, lhe interpela:
- Quem és tu, mulher, que voltas do "caminho sem volta"??
- Estela é meu nome, e quem és tu?? Acaso, tens o poder de tornar sem volta qualquer caminho??
O velho respondeu:
- Nenhum caminho tem volta, pois a chegada é o retorno da espiral do tempo, só que em uma altura maior. Você correrá mil milhas, nos mocassins dos plantadores de chá ou dos cultivadores de mel, e verás novamente teus ramos florescerem, mas de cima da árvore, depois de cima do monte, exatamente acima de onde começastes a sonhar.
Estela desapeou do cavalo, cheia de sangue quente a lhe infundir uma aparência de camarão, e sentou-se numa pedra, à beira do caminho. Ela não parava de me olhar, ainda que de longe. Parecia me conhecer. Ainda que há dez metros de distância, na margem contrária do córrego, consegui ouvir alguns trechos do insólito colóquio.
- Eu sou o Tempo e, se me pegas, é porque estás prestes a xingar o relógio. Não me pegas, porque sou tuas pernas e a canseira delas. Te sentas, suspendes tuas pernas, e deixas teu sangue descer, como se quisesse que o sangue corresse ao contrário, parar o movimento. Mas é inútil...
Estela, então, já incomodada com o palavrório que saía da boca do Tempo, o interrompe, bruscamente, e perguntou ironicamente, com um certo tom de reclamação:
- Louco Tempo, se esse realmente é seu nome, me responda: Por que diabos você adormece nossas Paixões, ao invés de despertá-las?? Ao que ele retruca:
- Mas eu desperto a Paixão sim, sou o próprio Movimento. Vocês é que se cansam de soprar a mesma chama. O meu Caminho é um círculo, que vocês percorrem inúmeras vezes, sem saber que é o mesmo círculo em todas elas. Quando vocês se dão conta disso, a mesma curva já não é manobrada com o mesmo ímpeto; os dias, como relógios-de-ponto da vida, já lhes parecem sem novidades, e o seu nervo ótico fica já cauterizado. Vocês todos pensam que a Vida é um caleidoscópio. Mal sabem vocês que, embora se repetindo analogamente as cenas, somente vocês podem pintar os desenhos contidos lá dentro com cores diferentes. Sim, eu corro na frente, e corro de costas pra lhes mostrar que o cansaço é psicológico, mental. As pernas cansam, mas o sangue irriga, com seus mesmos cinco litros, outros rincões de seus corpos.
E continuou:
- Eu zombo sim, como a água dos rios que defronte a vocês passa, daqueles que ficam sentados na pedra na margem, esperando o vapor para Paris. Mas, e de quem mergulha nas águas de meu Rio? Eu escarneço desses, ou me refestelo com eles? Tem algo, muito certo, que um dos seus cientistas dizia: o Movimento e o Tempo dependem do observador e do seu referencial. O Tempo passa mais rapido dentro do trem do que para quem está parado na estação. Nao são zombarias. São refestelos do Tempo. Agora, para aqueles parados na estação, o Tempo encarna nas colunas de concreto da estação, aparecendo como fantasmas a rirem-se de mãos na boca. Isso é uma zombaria, é o Tempo de suas almas, escarnecendo de todos eles, e os fazendo lembrarem-se do silencio das tardes de domingo.
************
De repente, entendi o carrinho e a chave de carro em minhas mãos. O novo e o velho nem aparências são, são ilusões de ótica.
Acordei com o dedo médio em riste, apontado para o computador. Detalhe: a proteção de tela do computador é um relógio digital.
by Ebrael Shaddai
Senta-te à beira da cama!
Sacode a coberta empoeirada!
Olhe para a estrada curva,
Visualiza a soleira sem sandálias!!
O olhar sobre o nada
É o mais fértil adubo
Para a indecisão primeva!!
Deus olha-se no espelho,
Ama-se a si mesmo e,
Num vácuo cardíaco,
Explode num Amor sem direção.
O coração é grande,
E teu coração o é mais bravio;
Teu sonho é tênue,
Mas tuas mãos, calejadas,
Dão formas às ceras das colméias.
Tua boca saliva
Ante ao chá com frutas,
Sobre a mesa posto,
Balbuciando sonetos ao Mar.
Instado pela meia-noite,
Tua língua move-se
Por uma tal maresia;
Tua pele,
Ainda seca pela ansiedade,
Aspira por um novo Sol,
Ressente-se por uma
Vestimenta incógnita...
Apague a lâmpada da sala, Ebrael!!
Feche a porta dos olhos, Poeta!!
Comece o concerto dos sonhos,
Encontre a face do Mar,
Para ti
Incógnita.
Sacode a coberta empoeirada!
Olhe para a estrada curva,
Visualiza a soleira sem sandálias!!
O olhar sobre o nada
É o mais fértil adubo
Para a indecisão primeva!!
Deus olha-se no espelho,
Ama-se a si mesmo e,
Num vácuo cardíaco,
Explode num Amor sem direção.
O coração é grande,
E teu coração o é mais bravio;
Teu sonho é tênue,
Mas tuas mãos, calejadas,
Dão formas às ceras das colméias.
Tua boca saliva
Ante ao chá com frutas,
Sobre a mesa posto,
Balbuciando sonetos ao Mar.
Instado pela meia-noite,
Tua língua move-se
Por uma tal maresia;
Tua pele,
Ainda seca pela ansiedade,
Aspira por um novo Sol,
Ressente-se por uma
Vestimenta incógnita...
Apague a lâmpada da sala, Ebrael!!
Feche a porta dos olhos, Poeta!!
Comece o concerto dos sonhos,
Encontre a face do Mar,
Para ti
Incógnita.
03/02/2010
by Joicinha
por Patricia Gebrim
"Precisamos perceber quando estamos tendendo a simplesmente "reagir" ao mundo, de acordo com uma emoção condicionada. Precisamos pensar, usar a razão para reavaliar a situação e correr o risco baseados na pessoa que somos HOJE, checar, acreditar que agora pode ser diferente do que foi lá atrás"
Muitas vezes em nossas vidas sabemos exatamente como deveríamos agir ou nos comportar, e ainda assim nos sentimos incapazes de fazer o que deve ser feito.
Como se fios invisíveis nos amarrassem e aprisionassem, limitando nossos movimentos, só nos resta a sensação de impotência, um gosto amargo de frustração e a repetição de cenas já conhecidas que nos impedem de ir em direção à felicidade.
Como se fôssemos prisioneiros de nós mesmos, ficamos lá, paralisados, embora tudo em nós grite:
- Mova-se!
Quem já se sentiu assim sabe o quanto é difícil.
- Se sabemos que devemos nos mover, por que não seguimos adiante?
É a pergunta que não nos deixa dormir em paz.
É claro que se fôssemos seres puramente racionais, nada disso aconteceria. É facil resolver as coisas no campo da teoria e daquilo que é meramente racional:
- Esse relacionamento lhe faz mal? Então deixe-o e busque algo mais saudável... Parece simples não?
Mas o fato é que não somos só uma cabeça que pensa e analisa. Somos também seres emocionais, como se dentro de nós existisse um lago feito das mais diversas emoções. A nossa cabeça pensante é como uma pedra lá no meio do lago, muitas vezes parcialmente submersa, outras vezes totalmente coberta pelas emoções, a ponto de nem mesmo conseguirmos enxergá-la.
Lago das emoções
O lago das emoções começa a surgir muito cedo na vida, a partir de nossas primeiras interações com o mundo que nos cerca. Esse lago é formado por tudo o que sentimos, desde a infância até hoje. Assim, diferentemente do lado racional que se baseia em analisar a compreensão dos fatos, num entendimento lógico do mundo; o nosso lado emocional é feito de uma mistura confusa de sentimentos. Lá no seu lago está o que você sentiu quando alguém brigou com você pela primeira vez na vida, está o seu medo do escuro, a raiva do coleguinha que grudou chiclete no seu cabelo, a tristeza que sentiu quando seu gatinho morreu, a alegria de andar na sua bicicleta nova e tantos outros sentimentos. A partir desses sentimentos, sem se dar conta, você foi aprendendo a reagir ao mundo.
O saudável seria que razão e emoção conversassem entre si e que ambas tivessem espaço em nossas vidas, em nossas decisões. Mas se o lago transborda, se a sua razão se torna uma pedra submersa, lá no fundo, tão no fundo que você mal consegue ver... então a emoção se tornará a condutora de sua vida. E a sua emoção irá sempre pelo caminho já demarcado anteriormente. Como um rio, que segue sempre pelo leito escavado na terra, a água flui por onde já passou muitas vezes, instituindo a repetição como regra em nossas vidas. E assim ficamos lá, repetindo, repetindo, repetindo.
Para que você entenda de forma prática, imagine que quando criança você sempre tenha se sentido menosprezado por seus coleguinhas na escola. Você aprendeu lá atrás a sentir-se frágil, pequeno, indefeso e inferior. A sua emoção continuará fazendo com que você se "sinta" assim. Mesmo que hoje você tenha crescido, se tornado muito forte, capaz e mais poderoso do que qualquer um de seus ex-coleguinhas; se você se deixar guiar pela emoção, talvez evite entrar em situações de confronto, esperando perder, como acontecia no passado.
MEDO (BASEADO EM EXPERIÊNCIAS PASSADAS) + GENERALIZAÇÃO = PARALISIA
Em geral ficamos paralisados porque somos prisioneiros de um passado, de uma visão distorcida de nós mesmos que nega a verdade de nosso ser.
Ficamos paralisados porque sentimos medo. Pense por um instante:
- O que você teme?
Fora alguns medos que são inatos (presentes desde o nosso nascimento e que tem a função de preservar a nossa integridade física), a maioria de nossos medos relaciona-se às nossas experiências passadas (por exemplo, um dia você foi rejeitado ao tentar brincar com um grupo de coleguinhas, e a partir daí se retraiu e passou a temer se expor em relações sociais).
Nossas emoções tendem a generalizar indevidamente as experiências que vivemos. Assim, o medo somado às generalizações acabam nos aprisionando.
- "Um dia foi assim , logo... acontecerá assim novamente!"
Para sair dessa prisão precisamos correr o risco de testar a vida novamente. Precisamos perceber quando estamos tendendo a simplesmente "reagir" ao mundo, de acordo com uma emoção condicionada. Precisamos pensar, usar a razão para reavaliar a situação e correr o risco baseados na pessoa que somos HOJE, checar, acreditar que agora pode ser diferente do que foi lá atrás.
É o seu racional que pode lhe ajudar a enxergar quem você é hoje. O seu racional poderá lhe fazer raciocinar, perceber que hoje você é um adulto bem diferente daquela criança que foi. O seu racional pode lhe mostrar fatos que comprovem sua capacidade e pode instigar você a testar o mundo com base no presente, e não no passado.
Assim, se você se encontra paralisado em alguma situação da sua vida, faça uma lista prática de todos os medos que consegue associar a essa questão, e depois, racionalmente, perceba se existem experiências passadas associadas a eles. Avalie se esses medos são reais ou são generalizações de experiências passadas. E enfrente-os! Comece pelos mais fáceis, até que vá se sentindo mais seguro e confiante.
Você é capaz de mudar sua vida. Não desista. Mova-se!
"Precisamos perceber quando estamos tendendo a simplesmente "reagir" ao mundo, de acordo com uma emoção condicionada. Precisamos pensar, usar a razão para reavaliar a situação e correr o risco baseados na pessoa que somos HOJE, checar, acreditar que agora pode ser diferente do que foi lá atrás"
Muitas vezes em nossas vidas sabemos exatamente como deveríamos agir ou nos comportar, e ainda assim nos sentimos incapazes de fazer o que deve ser feito.
Como se fios invisíveis nos amarrassem e aprisionassem, limitando nossos movimentos, só nos resta a sensação de impotência, um gosto amargo de frustração e a repetição de cenas já conhecidas que nos impedem de ir em direção à felicidade.
Como se fôssemos prisioneiros de nós mesmos, ficamos lá, paralisados, embora tudo em nós grite:
- Mova-se!
Quem já se sentiu assim sabe o quanto é difícil.
- Se sabemos que devemos nos mover, por que não seguimos adiante?
É a pergunta que não nos deixa dormir em paz.
É claro que se fôssemos seres puramente racionais, nada disso aconteceria. É facil resolver as coisas no campo da teoria e daquilo que é meramente racional:
- Esse relacionamento lhe faz mal? Então deixe-o e busque algo mais saudável... Parece simples não?
Mas o fato é que não somos só uma cabeça que pensa e analisa. Somos também seres emocionais, como se dentro de nós existisse um lago feito das mais diversas emoções. A nossa cabeça pensante é como uma pedra lá no meio do lago, muitas vezes parcialmente submersa, outras vezes totalmente coberta pelas emoções, a ponto de nem mesmo conseguirmos enxergá-la.
Lago das emoções
O lago das emoções começa a surgir muito cedo na vida, a partir de nossas primeiras interações com o mundo que nos cerca. Esse lago é formado por tudo o que sentimos, desde a infância até hoje. Assim, diferentemente do lado racional que se baseia em analisar a compreensão dos fatos, num entendimento lógico do mundo; o nosso lado emocional é feito de uma mistura confusa de sentimentos. Lá no seu lago está o que você sentiu quando alguém brigou com você pela primeira vez na vida, está o seu medo do escuro, a raiva do coleguinha que grudou chiclete no seu cabelo, a tristeza que sentiu quando seu gatinho morreu, a alegria de andar na sua bicicleta nova e tantos outros sentimentos. A partir desses sentimentos, sem se dar conta, você foi aprendendo a reagir ao mundo.
O saudável seria que razão e emoção conversassem entre si e que ambas tivessem espaço em nossas vidas, em nossas decisões. Mas se o lago transborda, se a sua razão se torna uma pedra submersa, lá no fundo, tão no fundo que você mal consegue ver... então a emoção se tornará a condutora de sua vida. E a sua emoção irá sempre pelo caminho já demarcado anteriormente. Como um rio, que segue sempre pelo leito escavado na terra, a água flui por onde já passou muitas vezes, instituindo a repetição como regra em nossas vidas. E assim ficamos lá, repetindo, repetindo, repetindo.
Para que você entenda de forma prática, imagine que quando criança você sempre tenha se sentido menosprezado por seus coleguinhas na escola. Você aprendeu lá atrás a sentir-se frágil, pequeno, indefeso e inferior. A sua emoção continuará fazendo com que você se "sinta" assim. Mesmo que hoje você tenha crescido, se tornado muito forte, capaz e mais poderoso do que qualquer um de seus ex-coleguinhas; se você se deixar guiar pela emoção, talvez evite entrar em situações de confronto, esperando perder, como acontecia no passado.
MEDO (BASEADO EM EXPERIÊNCIAS PASSADAS) + GENERALIZAÇÃO = PARALISIA
Em geral ficamos paralisados porque somos prisioneiros de um passado, de uma visão distorcida de nós mesmos que nega a verdade de nosso ser.
Ficamos paralisados porque sentimos medo. Pense por um instante:
- O que você teme?
Fora alguns medos que são inatos (presentes desde o nosso nascimento e que tem a função de preservar a nossa integridade física), a maioria de nossos medos relaciona-se às nossas experiências passadas (por exemplo, um dia você foi rejeitado ao tentar brincar com um grupo de coleguinhas, e a partir daí se retraiu e passou a temer se expor em relações sociais).
Nossas emoções tendem a generalizar indevidamente as experiências que vivemos. Assim, o medo somado às generalizações acabam nos aprisionando.
- "Um dia foi assim , logo... acontecerá assim novamente!"
Para sair dessa prisão precisamos correr o risco de testar a vida novamente. Precisamos perceber quando estamos tendendo a simplesmente "reagir" ao mundo, de acordo com uma emoção condicionada. Precisamos pensar, usar a razão para reavaliar a situação e correr o risco baseados na pessoa que somos HOJE, checar, acreditar que agora pode ser diferente do que foi lá atrás.
É o seu racional que pode lhe ajudar a enxergar quem você é hoje. O seu racional poderá lhe fazer raciocinar, perceber que hoje você é um adulto bem diferente daquela criança que foi. O seu racional pode lhe mostrar fatos que comprovem sua capacidade e pode instigar você a testar o mundo com base no presente, e não no passado.
Assim, se você se encontra paralisado em alguma situação da sua vida, faça uma lista prática de todos os medos que consegue associar a essa questão, e depois, racionalmente, perceba se existem experiências passadas associadas a eles. Avalie se esses medos são reais ou são generalizações de experiências passadas. E enfrente-os! Comece pelos mais fáceis, até que vá se sentindo mais seguro e confiante.
Você é capaz de mudar sua vida. Não desista. Mova-se!
Leve as Memórias para seu Site
Este Banner é um presente da amiga e blogueira Rosana Madjarof

Arquivo de Memórias
-
▼
2010
(20)
-
▼
Fevereiro
(10)
- Se meu coração falasse...
- O Espelho dos Seis Tempos
- Devora-me!!
- Novo lançamento do governo Lula - Informática para...
- Um Beijo no Escuro e um Texto-Enigma
- Estratégico?
- Campanha - Você sabia que 1/3 de tudo que você com...
- Estela e o Escarnecedor
- Incógnita
- Se eu sei o que devo fazer, por que não faço?
-
►
Janeiro
(9)
- Sincronicidade
- Henrique e os Pardais
- Estresse - ele pode ser mais competitivo do que vo...
- Pagode, Japoneses e a Língua Portuguesa: Triângulo...
- Inseparáveis
- As Egrégoras e seu poder sobre a sociedade
- EM BUSCA DE UM RELACIONAMENTO RESPONSÁVEL ENTRE HO...
- Jeremias não morreu!!
- Com quem sonham as mulheres?
-
▼
Fevereiro
(10)
-
►
2009
(221)
-
►
Novembro
(12)
- Difícil Encontro
- SÓ VOCÊ PODE MUDAR SUA VIDA
- Reescrevendo a História: Des-cobrimento do Brasil....
- Livro - O Pai do burros: Frases feitas que a gente...
- Guiado pela Estrela!!
- Hurricane Smith - Don't let it Die
- "Com-puta-dor" de cabeça...
- Depressão, 10 passos importantes para vencer
- Como areia por entre os dedos ou seria Circo Voado...
- FÉ COMO ELEMENTO DE CURA DAS DOENÇAS
- Ping Pong das Memórias através do Tempo!!
- Mulher acorrentada
-
►
Outubro
(19)
- Pedro Boaventura, à beira do caminho.
- Pare de falar e comece a fazer
- Fernando Mendes Campos e o Folclore de Deus.
- OS OITO “ESSES” ENTRE O SINTOMA E A SAÚDE
- Dois Pontos e Uma Linha (para João Batista Cunha)
- Parabéns Ebrael por + um ano de vida.
- Seja bem-vindo ao 'Estado Paralelo' do Rio de Jane...
- Rituais do Cotidiano
- Agostinho: de bebum e vândalo aos altares das igre...
-
►
Novembro
(12)
Seções
Achados e Perdidos - Poesia
(10)
Achados e Perdidos - Prosa
(13)
animus
(1)
artigos interessantes
(6)
Atualidades
(43)
autoconhecimento
(3)
Autoconhecimento para o bem-estar
(2)
AUTOCONHECIMENTO.
(5)
Biografias
(6)
Blogueiros
(15)
Breviário do Mentiroso
(7)
Campanha
(3)
Comportamento
(2)
conscientização
(3)
Consumo Consciente
(1)
Contos
(4)
Conversas Cantadas
(10)
Crônicas
(26)
CURA
(4)
desejos
(5)
diHiTT
(2)
ESPIRITUALIDADE
(2)
Fatos e Flatos
(40)
FÉ
(3)
In-Utilidades
(6)
JUNG
(2)
JUNGUIANA PSICOLOGIA
(2)
Livros / Minhas Indicações
(11)
MAGALDI WALDEMAR
(1)
Minhas Memórias
(28)
Minhas Poesias
(36)
mulher
(1)
Politica
(1)
Propaganda
(2)
Psicologia
(7)
PSICOSSOMÁTICA
(2)
publicidade
(1)
Reflexões
(57)
Religiao e Misticismo
(46)
RELIGIÃO SAGRADO
(4)
sentimentos
(4)
Sessão Besteirol
(20)
Vídeos
(2)
Eu Recomendo:
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Campanha: Use Cinto de Segurança6 dias atrás
-
-
-
-
-
Faxina2 semanas atrás
-
-
-










.jpg)










